É dura a vida de goleiro. São os que mais treinam. Ficam sozinho lá atrás. Não podem errar. E, se salvam o time, não fazem mais do que a obrigação. Para piorar, o Correio do Povo não deixa que as pessoas esqueçam algumas de suas falhas mais marcantes e prepara um ranking dos cinco maiores frangos das Copas do Mundo. É mesmo complicado ser goleiro.
A lista faz parte de uma série especial, que já abordou as maiores finais, as maiores defesas e os pernas-de-pau. Na próxima semana, a lista será sobre os jogos mais irritantes das Copas do Mundo.
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5º) lugar – Mão de margarina
Valdir Peres – Brasil 2x1 URSS, Copa de 1982
Valdir Peres era bom goleiro. Tanto que foi chamado para três Copas (1974, 78 e 82). Jogou apenas a última, mas não correspondeu. Pelos padrões atuais, é difícil de imaginar um goleiro como Valdir Peres, com apenas 1m80cm. Mas na época era normal. O problema é que ele não passava confiança à torcida. O motivo? Esse frangaço na estreia, contra a União Soviética. Veja o vídeo e lembre:
4º) La mano del diablo
Pumpido – Argentina 0x1 Camarões - 1990
Se quatro anos antes, a mão de Maradona fez sucesso, a estreia da Argentina na Copa de 1990 será lembrada pelas mãos de Pumpido. O bom goleiro argentino levou um frango sabor zebra, na abertura do torneio, contra Camarões. Omam-Biyik anotou. A fase não era boa para Pumpido. Na rodada seguinte, ele se lesionou e não atuou mais na competição.
3º) Goleiro de pinogol
Zubizarreta – Espanha 2x3 Nigéria – 1998
O veterano Zubizarreta era o homem errado na hora errada. Se ele não se mexesse, a Espanha não teria levado o gol. Afinal, Lawal apenas cruzou, e o goleiro se encarregou de fazer uma lambança.
2º) Olha, mãe, sem as mãos!
Higuita – Camarões x Colômbia - 1990
René Higuita era um goleiro diferente. Tinha habilidade com os pés. Gostava de driblar, enfeitar lances fáceis. Era atração sempre que entrava em campo. Afinal, desafiava os atacantes adversários e costumava se dar bem. Até aquela partida contra Camarões, em 1990. O que aconteceu? É só clicar no vídeo.
1º) Peito de madeira
Oliver Kahn – Brasil 2x0 Alemanha – 2002
Quando um jogador de meio-campo erra, outro companheiro pode recuperar a bola e recomeçar a jogada. Quando o goleiro erra, a partida pode estar perdida. O que dizer de um erro em uma final de Copa do Mundo? Foi o que aconteceu com Oliver Kahn, na final de 2002. Rivaldo chutou de fora da área. Kahn se agachou para fazer a defesa segura, sem rebote. Mas a bola rebateu no seu peito como se tivesse atingido uma parede e encontrou Ronaldo, que marcou o gol e abriu o caminho para o Penta.
Ai, meu goleirinho...
Correio do Povo lembra de frangos históricos nas Copas do Mundo