Às vésperas da estreia de mais um Mundial, os torcedores que colecionam as clássicas figurinhas da Copa do Mundo devem estar sentindo o bolso pesar. O motivo para isso é que entre 2022 e 2026 o preço do álbum oficial duplicou. Foi de R$ 12 para R$ 24,90 em sua versão mais básica, acumulando um crescimento de 107,5% desde a última competição, sediada no Catar. Os envelopes de figurinhas também não escaparam, subindo R$ 4 para R$ 7 no período.
Nem tudo, entretanto, está perdido para os gaúchos que planejam torcer durante os dias de evento. Segundo um levantamento divulgado segunda-feira pela CDL Porto Alegre, embora a inflação da chamada “cesta Copa do Mundo” tenha acumulado alta, o crescimento na capital gaúcha não apenas foi menor do que no cenário nacional, como também foi inferior à inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O conjunto dos produtos e serviços associados ao torneio – como carnes para churrasco, cerveja, refrigerante, refeições, lanches e televisores – acumulou alta de 2,86% na Região Metropolitana de Porto Alegre, e de 3,46% no País nos 12 meses encerrados em abril. Em ambos os casos, o índice está abaixo da inflação medida pelo IPCA, que avançou 4,00% na Grande Porto Alegre e 4,39% em âmbito nacional.
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Os dados apontam também para uma desaceleração significativa em relação aos números registrados às vésperas da Copa do Mundo de 2022. Na época, a inflação da cesta acumulava alta de 7,2% na Região Metropolitana. No País, o índice chegava em 6,9%.
Doces podem ser cortados da escalação
Mesmo com essa moderação, outros itens ligados à dinâmica do evento registraram elevações expressivas nos preços na Região Metropolitana de Porto Alegre. Para além dos álbuns oficiais e envelopes de figurinhas, os chocolates em barra e bombons registraram o maior aumento, com um encarecimento de 18,6% nos últimos 12 meses até abril.
Também apresentaram acréscimo relevante os lanches (9,5%), refrigerantes e água mineral consumidos em casa (8,9%), sucos de frutas (6,2%), refeições fora do domicílio (6,0%), biscoitos (5,5%) e cortes de carne como contrafilé (5,3%) e picanha (4,1%). Por outro lado, o arroz apresentou recuo de 29,3%, seguido pelo tomate (-26,2%), milho em grão (6,1%), televisores (-4,5%) e linguiça (-2,8%).