Copa do Mundo

Alfaro assume as críticas e pede proteção ao elenco do Paraguai: "A Copa é implacável"

Time paraguaio venceu a Turquia por 1 a 0

Para recuperar o moral, Alfaro resgatou o espírito das Eliminatórias, onde o Paraguai superou potências e jogos na altitude
Para recuperar o moral, Alfaro resgatou o espírito das Eliminatórias, onde o Paraguai superou potências e jogos na altitude Foto : RICHARD HEATHCOTE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Após a vitória contra a Turquia, o técnico do Paraguai, Gustavo Alfaro, analisou o triunfo em uma coletiva marcada pela forte defesa aos seus jogadores. "Esta partida foi uma constante montanha-russa de emoções. A única coisa da qual eu não tinha dúvidas era a resposta e a atitude deles. Disse-lhes que a confiança viria na primeira bola que disputassem e ganhassem. Jogaram com tremenda determinação e coragem", iniciou o treinador.

Alfaro elogiou a eficiência da equipe em um confronto decisivo.

"Venceram um jogo difícil. Tivemos a habilidade de converter o primeiro ataque real em gol, ao contrário do que ocorreu contra os Estados Unidos. Sabíamos que era um jogo sem amanhã. Se fôssemos derrotados, estaríamos praticamente dependendo de uma grande vitória contra a Austrália".

Ciente da pressão externa após uma semana complexa, o comandante reiterou o apelo para blindar o elenco. "Pedi que me atacassem, mas protegessem os jogadores, porque conheço o comprometimento deles. A Copa do Mundo é implacável. Um sonho de 16 anos para se concretizar pode terminar em uma semana. É cruel, mas são as regras do futebol", desabafou, lembrando que o revés na estreia abalou a confiança do grupo.

Para recuperar o moral, Alfaro resgatou o espírito das Eliminatórias, onde o Paraguai superou potências e jogos na altitude. "Reconhecer que você é inferior ao adversário não é errado; sentir-se inferior, sim. Foi essa mentalidade que nos fez empatar com o Uruguai, vencer o Brasil, a Argentina e virar jogos difíceis. Construir uma equipe é uma batalha árdua", explicou.

O argentino também exaltou a resiliência histórica do futebol paraguaio em momentos críticos. "Vou dizer algo como argentino: quando o Paraguai é dado como carta fora do baralho, é aí que se deve temê-lo mais. Nas adversidades, os jogadores mostram sua fibra. No vestiário, agradeci a eles por terem me proporcionado uma das noites mais lindas da minha carreira profissional".