Às vésperas do confronto decisivo contra o Japão, válido pela segunda fase da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti fez questão de diminuir qualquer sensação de favoritismo. Na entrevista coletiva concedida neste domingo, no NRG Stadium, em Houston, o treinador brasileiro afirmou que o equilíbrio tem sido a principal marca do torneio e destacou que nenhuma seleção se colocou, até o momento, como candidata absoluta ao título.
"Sigo convencido de que, até agora, não há um favorito claro ao título. Algumas equipes jogaram melhor do que outras nesta primeira fase, mas não vejo um grande favorito. É uma Copa do Mundo muito equilibrada", afirmou. O Brasil enfrenta os japoneses nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), em duelo eliminatório. Quem vencer avança às oitavas de final, enquanto o derrotado dará adeus ao Mundial.
Embora tenha evitado confirmar a escalação, Ancelotti indicou que deve manter a formação responsável pela convincente vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, resultado que garantiu o primeiro lugar do Grupo C. A tendência é que o jovem Rayan permaneça entre os titulares no lugar de Raphinha, afastado por uma lesão muscular.
Sem esconder o respeito pelo adversário, o italiano destacou a necessidade de concentração durante os 90 minutos. "Não podemos deixar que a pressão atrapalhe o que precisamos fazer em campo. No aspecto defensivo, temos de jogar juntos. Vamos enfrentar um rival forte, bem organizado e com qualidade. Precisamos ter ideias claras sobre o que queremos fazer durante a partida", ressaltou.
Ancelotti também mostrou descontração ao ser questionado sobre o fato de não divulgar a equipe titular na véspera dos jogos. Perguntado se, quando era jogador, ficaria ansioso com o mistério, respondeu em tom bem-humorado. "Os jogadores dormem tranquilamente", disse, entre risos. "Aqui na seleção, quem vai jogar sabe que vai jogar. Só quem não vai jogar é que não sabe."
Ancelotti também lembrou a derrota por 3 a 2 para o Japão, em amistoso disputado em outubro de 2025. Para o treinador, o resultado serve de alerta, mas o contexto atual é diferente. "Estávamos analisando os jogadores para definir a lista final da Copa. A qualidade do Japão ficou comprovada, mas hoje estamos com outro time. O jogo será difícil, mas estamos preparados", concluiu.
A atuação segura diante da Escócia elevou a confiança brasileira para o primeiro desafio do mata-mata. Ainda assim, o comandante prefere manter os pés no chão e reforçar a mensagem de que, em uma Copa do Mundo marcada pelo equilíbrio, qualquer descuido pode custar a eliminação.