“Disputei três Copas do Mundo, uma com Portugal e duas com o Brasil. Em todas cheguei à semifinal. Em uma venci e nas outras duas terminei em quarto. Não tenho que ficar lamentando. Uma jogada pode mudar uma situação. O resultado de sete foi o pior da história, mas também tenho que ver o lado positivo. Em 2006 e 2010, o Brasil não chegou entre os quatro. Neste ano chegou. Eu vejo o meu lado positivo”, disse Felipão, que avaliou que o Brasil não jogou mal apesar da derrota de 3 a 0 para a Holanda neste sábado em Brasília.
“Nós no final da competição não fomos bem, mas não podemos deixar de elogiar os nossos jogadores pela forma que jogaram, embora tenhamos perdido esta partida. O jogo deveria ser mais equilibrado, mas tomamos o gol logo no começo. Não jogamos mal, na minha opinião, e os jogadores devem ser valorizados pelo que fizeram. Nós não tivemos grandes atuações, nós tivemos momentos muito bons em algumas partidas em que conseguíamos os objetivos. Os seis minutos (contra a Alemnha) aconteceram. Não vejo como criticar a Seleção Brasileira na partida de hoje, onde tomou o gol no começo”, analisou.
Felipão evitou falar sobre sua vontade de permanecer no comando do time brasileiro. Ele disse que, conforme combinado antes da Copa do Mundo, vai entregar as avaliações da comissão técnica para o presidente da CBF, José Maria Marin, que tomará a decisão sobre o futuro da Seleção.
“Quem tem que decidir é o presidente. Como havíamos combinado, a comissão técnica entregaria o cargo para a direção da CBF após a Copa do Mundo, isso ganhando ou perdendo. Vamos entregar o relatório ao nosso presidente e ele vai fazer a análise que tem que fazer”, encerrou Felipão, que foi abraçado por Neymar quando respondia a última pergunda da coletiva.