A reconstrução do Maracanã seguiu padrões bem exigentes de sustentabilidade e baixo impacto ambiental, até mesmo por exigência do BNDES, de quem o governo tomou emprestado R$ 400 milhões para financiar parte da obra. Assim, o estádio terá 1560 paineis de captação de energia solar, que vão gerar energia suficiente para manter 240 casas durante um ano. O que não for consumido pelo estádio será revendido à rede pública.
A captação da água da chuva foi outra preocupação do governo durante a execução do projeto. Serão dois sistemas: um instalado ao redor do gramado e outro na cobertura. No primeiro, a água captada será aproveitada para a irrigação do campo. No segundo, foram instaladas 60 calhas no teto que levarão a água a dois reservatórios. Depois de tratada, ela será utilizada nos banheiros.
O Maracanã mudou também para oferecer uma nova experiência ao torcedor. Se antes da reforma o que se chamava de cadeira era um quadrado de plástico fixado no concreto, todas agora têm encosto e braços para apoio, nada que lembre o antigo formato.
O estádio também foi inserido no conceito de arena multiuso. O Maraca vai ganhar restaurante, museu e será um local para eventos que podem acontecer paralelamente aos jogos de futebol, como, por exemplo, shows ou encontros corporativos. No túnel que dá acesso ao campo, grandes salas serão reservadas para guardar material no caso de grandes turnês de artistas internacionais e nacionais. O governo checará neste sábado como se comportará o estádio com público e se banheiros, acesso e outros itens funcionarão corretamente.