Não é a melhor das notícias para a Argentina, mas a estatística está contra os hermanos na Copa do Mundo que começa em poucos dias. Atual campeã do mundo, a seleção de Messi e companhia terá pela frente um tabu que já dura mais de 60 anos: nenhum país nas últimas 15 edições da competição conquistou o título de forma consecutiva.
Na prática, em quase 100 anos de história, o feito é dos mais difíceis. Tanto que só duas seleções o alcançaram. A primeira foi a Itália, campeã em 1934, quando também sediou o torneio, e que depois levantou a taça na edição seguinte, em 1938, na França.
A única outra seleção a repetir a façanha foi o Brasil. Campeão em 1958, na Suécia, o país voltou a conquistar a competição quatro anos depois, em 1962, agora no Chile. De lá para cá, mais ninguém.
O bicampeonato consecutivo é tão difícil que até mesmo a simples possibilidade de brigar por ele já é complicada. Desde o título brasileiro comandado por Garrincha em terras chilenas, foram 15 Copas do Mundo. Neste período, apenas três seleções tiveram a chance de buscar um segundo título seguido. Todas fracassaram.
A primeira foi a Argentina. Campeões em 1986, no México, os argentinos reviveram a mesma final contra os alemães quatro anos mais tarde, em 1990, na Itália. Só que na revanche, os europeus é que levaram a melhor.
Argentina, Brasil e França tentaram sem sucesso
Já em 1998, a oportunidade apareceu para o Brasil, que poderia repetir a conquista de 1994, nos Estados Unidos. No entanto, deu tudo errado na final de 1998 e a Seleção Brasileira caiu por 3 a 0 para os anfitriões franceses, que levantaram a taça.
Curiosamente, foi a mesma França quem podia ter sido bicampeã de forma consecutiva em 2022. Depois do título de 2018, na Rússia, a perspectiva surgiu no Mundial seguinte, no Catar. Faltou só combinar com a Argentina de Messi, que em uma final histórica, conquistou nos pênaltis o título.
Agora, resta saber se os argentinos vão colocar fim a um jejum de mais de seis décadas. A missão, como se vê, é das mais complicadas.