Em março, a Câmara Federal aprovou o texto-base para o Mundial no País, prevendo a comercialização de bebidas alcoólicas. No entanto, os estados e municípios com legislações próprias sobre o tema teriam que seguir alterá-las para atender à exigência da Fifa.
A transferência da responsabilidade da liberação para o legislativo estadual foi a principal crítica dos deputados gaúchos. Tanto que a votação estava marcada para a semana passada, mas não ocorreu por falta de quorum.
O deputado Miki Breier, do PSB, chegou a manifestar irritação com a tentativa de liberação do álcool. "O que nós estamos vendo são interesses mercantilistas impostos pela Fifa, que sobrepõe o aspecto comercial a uma legislação vigente, com anuência do Estado. Dados da própria Secretaria da Segurança sugerem que houve uma redução da violência nos jogos de futebol, a partir do momento em que a proibição entrou em vigor", salientou.