O alemão Mesut Özil decidiu não observar o Ramadã. “Trabalho e vou continuar trabalhando. Assim, não farei o Ramadã”, frisa. Alguns atletas que estão no Brasil devem cumprir com o preceito religioso de forma ajustada ao calendário do jejum, como é o caso da Argélia, que tem um planejamento para as oitavas de final. Para esta Copa, os argelinos contrataram o médico Hakim Shalabi, referência da Fifa sobre jejum entre jogadores. “É um período no qual o risco de lesões aumenta, especialmente a nível lombar, das articulações e dos músculos”, afirma.
Conforme Chalabi, a desidratação é um problema ainda maior que a falta de alimentação. “Aconselhamos que o descanso seja mais prolongado à tarde, com o objetivo de recuperar parte do tempo de sono”, completou. O capitão da Argélia, Madjid Bouguerra, tem experiência na questão. “O duro é a hidratação. Está tudo bem, o clima é bom. Alguns atletas podem adiar estes dias. Pessoalmente, observarei em função de meu estado físico. Penso em cumprir.”