"Mobilidade é um assunto de relevância pelos legados que serão deixados. É um assunto que nos deixa em estado de alerta, no qual é muito importante o papel das cidades", acrescentou Silva, durante a divulgação do balanço.
Apesar de ter a maior previsão de orçamento para a área de mobilidade urbana (R$ 2,86 bilhões), São Paulo está entre as cidades que não iniciaram as obras relativas. Segundo o documento, a única obra prevista é a Linha 17 do monotrilho – tipo de trem que usa pneus e trafega em vias elevadas. A empresa responsável já está contratada e a licença de instalação deverá ser obtida em outubro de 2011, para que seja iniciada em janeiro de 2012 e concluída em maio de 2014.
Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e Salvador são as cidades que ainda não iniciaram as obras. Ao todo, serão investidos R$ 12,1 bilhões em 49 projetos de mobilidade urbana nas cidades-sede. Detentor da segunda maior previsão de financiamento, o Rio de Janeiro já iniciou o projeto do BRT (sigla em inglês para trânsito rápido de ônibus) do Corredor Transcarioca. Iniciada em março último, a obra deve ser concluída em novembro de 2013.
A cidade que apresenta o maior número de projetos é Porto Alegre. Dos dez, apenas um teve os trabalhos iniciados, o da avenida Severo Dullius. Iniciada em setembro, essa obra tem previsão de estar concluída em outubro de 2013. As demais foram licitadas neste mês e deverão estar terminadas até dezembro de 2013.