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Banrisul considera insuficientes garantias apresentadas pela AG

Reunião do banco com a construtora sobre a reforma do Beira-Rio terminou sem acordo

Presidente do Banrisul, Túlio Zamin, concedeu entrevista nesta tarde
Presidente do Banrisul, Túlio Zamin, concedeu entrevista nesta tarde Foto : Paulo Nunes
O presidente do Banrisul, Túlio Zamin, afirmou nesta terça que as garantias apresentadas pela construtora Andrade Gutierrez (AG) para a reforma do estádio Beira-Rio continuam "absolutamente insuficientes". A declaração foi dada em entrevista coletiva após encontro entre representantes do banco e da empreiteira. A direção da AG deixou a instituição por uma porta lateral, sem falar com a imprensa.

Segundo Zamin, a reunião desta tarde não teve avanços significativos. Ele disse que a proposta da construtora foi praticamente igual à anterior, com uma pequena alteração nos valores. Com isso, o financiamento para retomada das obras no estádio do Inter segue negado. “Nós reafirmamos a nossa disposição de continuar trabalhando na construção de uma solução e deixamos muito claro as nossas responsabilidades e o nosso compromisso”, disse o presidente.

A AG manteve a proposta de se responsabilizar por 20% do financiamento do projeto. “Nós deixamos claro que as garantias que admitimos dentro da política de gestão e risco do banco devem ser prévias e não podem estar vinculadas ao empreendimento”, esclareceu. Para financiamentos desse porte, o banco exige 100% de garantias. “Se outra instituição financeira quiser fazer o aporte, não temos nada contra”, rebateu.

“Esta é uma operação que, pelo seu tamanho, deveria ser feita através de um consórcio de bancos, a exemplo de tantas outras”, reafirmou. “O Banrisul não é o banqueiro principal da Andrade Gutierrez e, portanto, não pode recair sobre nós qualquer tipo de compromisso ou responsabilidade. A proposta da AG pressupõe que o banco assuma parte do risco, que tem que ser do empreendedor”, destacou.

Zamin isentou a instituição de qualquer responsabilidade quanto a atrasos nas obras. “No dia 23 de dezembro, o comitê de crédito enviou um despacho formal informando a empresa de que a operação havia sido indeferida”, complementou.

“O Banrisul vem trabalhando com o Inter e a Andrade Gutierrez para formar um fundo de investimento, mas faltam os parceiros. Isso seria uma solução paliativa para um problema que existe desde a origem – que é a proposta da incorporadora ter uma participação muito aquém da que qualquer banco aceitaria”, sugeriu.

Sobre a nota publicada pela Andrade Gutierrez em jornais gaúchos se isentando de responsabilidades sobre o atraso nas obras, Zamin disse que não vai entrar em polêmicas políticas sobre o assunto. “Essa nota não corresponde à atitude do banco”, rebateu. “Não ajudou”, complementou. Não há previsão de uma nova reunião entre as empresas.



 Presidente do Banrisul, Túlio Zamin, concedeu entrevista nesta tarde | Foto: Paulo Nunes

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