Copa do Mundo

Brasil bate Irlanda por 2 a 0 no último amistoso antes da convocação

Time de Dunga teve dificuldades na primeira etapa, mas melhorou no segundo tempo

Robinho e Ramires comemoram a vitória do Brasil
Robinho e Ramires comemoram a vitória do Brasil Foto : Glyn Kirk / AFP / CP
Com um bom futebol no segundo tempo, o Brasil venceu a Irlanda por 2 a 0 na tarde desta terça-feira, em Londres. Foi o último amistoso da Seleção antes da convocação para a Copa do Mundo da África do Sul, em maio. Andrews, contra, e Robinho, anotaram para a equipe de Dunga. Depois do jogo, fica a expectativa para ver quem serão os 23 homens escolhidos pelo técnico gaúcho.

Problemas no início

A Irlanda, que não está na Copa do Mundo graças a mão de Thierry Henry, entrou no gramado do Emirates Stadium disposta a mostrar seu valor contra uma das seleções favoritas ao título na África do Sul. Com uma defesa muito bem postada em duas linhas de quatro e um time que sabe sair para o ataque, a equipe criou problemas para Dunga e chegou mesmo a dominar os minutos iniciais do confronto.

E, por pouco, não abriu o placar aos 15, quando o atacante Robbie Keane obrigou o goleiro Júlio César a fazer uma boa defesa. Ele cabeceou da risca penal e o arqueiro brasileiro esticou-se para dar um tapinha na bola, evitando o gol dos irlandeses. A resposta canarinha só veio quatro minutos depois, quando num rápido contra-ataque, Adriano e Robinho carimbaram os zagueiros adversários nas tentativas de conclusões.

No confronto bastante equilibrado, um lance quase duvidoso decidiu o primeiro tempo. Aos 43, Robinho fugiu por trás da zaga e recebeu na ponta direita. A defesa se atrasou, pois ficou pedindo impedimento. O atacante deu alguns passos e cruzou rasteiro para dentro da área. Andrews tentou cortar, mas desviou para contra o próprio gol, inaugurando o marcador.

Segundo tempo verde e amarelo

Segurar um ataque como o do Brasil deve ter cansado bastante os marcadores irlandeses. A sólida defesa com duas linhas de quatro jogadores do primeiro tempo não teve a mesma eficácia no segundo. Com exceção apenas dos primeiros minutos, quando esteve pressionado atrás, o time de Dunga mostrou porque ostenta cinco estrelas sobre seu escudo.

Com maior volume de jogo, as chances começaram a aparecer. Porém, a bola insistia em não entrar. Aos 16, Maicon recebeu dentro da área, limpou um zagueiro, mas chutou em cima de outro. Dali a três minutos, Daniel Alves – em seu primeiro lance em campo – roubou do marcador na meia lua, passou pelo goleiro, contudo, desequilibrado, chutou para fora diante de um gol escancarado.

Em seguida, foi a vez de Robinho desperdiçar uma grande chance. Depois do cruzamento de Kaká, pela direita, o atacante chutou por cima do gol, em conclusão na marca penal. O lance provocou resmungos de parte da torcida brasileira, que chegou a pedir a sua saída.

A resposta veio logo depois dos 30 minutos. Numa bela triangulação de passes com Kaká e Grafite, Robinho chutou com categoria da entrada da área para fazer 2 a 0. Na comemoração, colocou o dedão na boca, na clássica homenagem ao seu filho. Logo a seguir, deixou o campo para a entrada de Nilmar. Recebido efusivamente por Dunga, foi só sorrisos no banco de reservas.

Ex-atacantes da Dupla em campo

O Brasil seguiu na frente e, por pouco, não saiu do Emirates Stadium com uma goleada. Aos 38, Maicon deu lugar a Carlos Eduardo, ex-Grêmio. Grafite e Nilmar também entraram no gramado. O ex-atacante do São Paulo quase marcou, assim como Nilmar, que chutou de dentro da área nas mãos do goleiro Given.

Terminado o jogo, o clima no Brasil agora é de expectativa. Dunga já avisou que não levará surpresas na convocação para a Copa do Mundo. A lista oficial sai apenas em maio. Até lá, Ronaldinho, Alexandre Pato, Ronaldo, entre outros, terão de suar bastante a camiseta para tentar convencer o técnico que podem jogar na África do Sul.


Brasil: Júlio César; Maicon (Carlos Eduardo), Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos; Gilberto, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho (Nilmar) e Adriano (Grafite).

Irlanda: Given; Kelly, McShane, Ledge e Kicbane; Lawrence, Whelan (Gibson), Andrews e Duff (Mcgeady); Keane (Best) e Doyle. Técnico: Giovanni Trappattoni.