Tristeza, frustração e raiva. Após ser derrotado pela Noruega, o Brasil está oficialmente fora da Copa do Mundo de 2026. Lidar com a eliminação, contudo, pode ser um desafio não apenas para os atletas, mas também para quem estava torcendo com unhas e dentes pela Seleção Brasileira.
“É sempre importante pensar que a gente estava em uma competição. Em toda a competição, tem quem ganha e quem perde. Na nossa torcida, sempre vamos querer que as coisas aconteçam da melhor forma possível. Mas, as derrotas também fazem parte de um processo de desenvolvimento”, explica a psicóloga e educadora física, Fernanda Torres Faggiani, que coordena a especialização em Psicologia do Esporte na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Para a professora, a tristeza é uma consequência inevitável, ainda mais quando há uma grande expectativa envolvida, como é o caso da busca pelo hexacampeonato no Mundial. “É um processo de aprender a lidar com frustrações e de entender também que está tudo bem ficar triste. Espera-se que isso aconteça. É importante a gente não se assustar com isso, mas sim entender, acolher e validar esses sentimentos.”
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Nessas horas, a recomendação é lembrar que, por maior que seja a decepção, ela vai passar. “É um efeito que é para ser passageiro”, afirma Fernanda. Uma estratégia para elevar os ânimos é retomar a rotina e se envolver em novas atividades. “A ocupação com coisas que a gente gosta ou com coisas diferentes que nos fazem bem podem ser boas estratégias para nos recuperarmos.”
Embora seja parte natural do processo, é preciso atenção quando a tristeza se torna prolongada. Caso o sentimento não vá embora, pode ser importante buscar ajuda. Uma alternativa é conversar com amigos e familiares. Se a dor apertar, contudo, buscar atedimento psicoterapêutico pode ser a melhor opção para evitar que a frustração imponha dificuldades à vida cotidiana.