Nesse período de preparação para a Copa, as 32 seleções classificadas estão fazendo diversos amistosos pelo mundo, o que é uma boa oportunidade para avaliar o que cada um poderá fazer no Mundial da África do Sul. Para acompanhar seus adversários, o Brasil destacou um de seus espiões, Marcelo Cabo, para ver alguns jogos na Europa e preparar relatórios para o técnico Dunga.
A Seleção Brasileira terá dois espiões na Copa, mas um deles, o ex-goleiro Taffarel, está mais concentrado no momento em ajudar nos treinamentos do time em Johannesburgo. Marcelo Cabo, por outro lado, está agora na Europa para poder acompanhar de perto dois amistosos da Costa do Marfim e um da Coreia do Norte, os dois primeiros adversários do Brasil no Mundial.
"Temos uma programação de jogos feita para os dois observadores acompanharem", revelou Jorginho, auxiliar técnico de Dunga, que, no entanto, não quis citar quais partidas eles iriam assistir - incluindo as do próprio Mundial. "Isso é uma questão interna", justificou. De qualquer maneira, ele valorizou esse trabalho que está sendo feito. "Não ganha jogo, mas ajuda bastante".
Dunga revelou nesta quinta-feira que também tem acompanhado amistosos pela televisão quando tem uma folga na preparação da Seleção. Mas ele entende que o quadro atual não será o mesmo no Mundial. "Os atletas estão agora em preparação, não em competição. Nenhum jogador vai a 100% nos amistosos. Quando começar a Copa, vai ser diferente", disse o técnico brasileiro.
O Brasil, por outro lado, também deve estar sendo espionado pelos adversários. Na quarta, por exemplo, venceu o Zimbábue por 3 a 0 em amistoso disputado em Harare. E na próxima segunda faz mais um jogo de preparação, ao visitar a Tanzânia, quando terá seu último teste antes da Copa - estreia no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, em Johannesburgo.
Brasil usa amistosos para espionar adversários da Copa
Dunga também acompanha as partidas pela TV