O relator do projeto, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresentou ao plenário e foi aprovado um texto substitutivo ao projeto do governo. O texto de Picciani prevê a criação de leis municipais e do DF estabelecendo as regras para a isenção do tributo e a elaboração e divulgação de estimativas dos custos e dos benefícios com a isenção do ISS, em função dos novos empregos que serão gerados com os eventos.
O texto aprovado prevê que para conceder a isenção será necessária uma lei municipal ou distrital específica. O projeto determina que seja publicada na internet toda informação relacionada ao benefício como o serviço, o valor e a renúncia fiscal.
O peemedebista disse que a isenção do ISS foi um dos compromissos assumidos pelo Brasil, que possibilitaram a escolha do país para sediar os dois eventos esportivos. De acordo com ele, a perda com a arrecadação será compensada pelos eventos esportivos, que serão vantajosos para o país.
O PSOL e o PPS foram os únicos partidos a se posicionarem contra a proposta. O presidente do PSOL, Ivan Valente (SP), sustentou que os recursos de isenção fiscal seriam melhor utilizados se aplicados em outras áreas, como educação, e afirmou que a Fifa terá um "lucro astronômico" com a realização do Mundial de futebol no Brasil.