Ao longo desta Copa do Mundo, entre as minhas funções aqui no jornal além deste espaço, está a edição do caderno digital que vem sendo publicado desde o início do Mundial. O estilo, imagino que o amigo leitor já tenha percebido, é mais solto, seja no desenho - mérito todo do colega Pedro Dreher - seja nos títulos. Que vez por outra eu fico pensando antes mesmo dos jogos acontecerem.
Esta semana, por exemplo, teve México x Inglaterra. Desde o começo da Copa do Mundo, eu torcia para que os ingleses vencessem pelo menos alguma partida na qual Jude Bellingham fosse o destaque. Só assim eu poderia usar o título “Hey Jude”. Confesso que torci para os britânicos só por isso e para fins de bolão. Desse México, meu título teria que ficar para 2030. Deu certo em ambos.
Ontem, a situação foi diferente. Há dias, desde que se avizinhou a possibilidade de um duelo sul-americano nas quartas de final, comecei a matutar uma chamada para um eventual Argentina x Colômbia. O texto em si ainda não estava definido, mas a inspiração seria o clássico “As Veias Abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano. Estava ansioso. Fiz a minha parte. A Argentina fez a parte dela. A Colômbia me deixou na mão.
Não se pode, definitivamente, confiar no futebol colombiano em Copa do Mundo. Fica para 2030, quem sabe.