Olho para a tela do computador pensando no que escrever sobre a estreia da Seleção Brasileira e chego à conclusão de que o time de 2026 é uma imensa incógnita. Não recordo de outra Copa do Mundo na qual o Brasil chegou com tantos pontos de interrogação. São tantos que sequer sei se isso é bom ou ruim.
Sim, porque pode ser bom entrar na competição como um mistério para todos os demais. Se ninguém sabe o que esperar de você, não há tanta expectativa. E você sabe, a expectativa é a mãe da decepção.
Novidade desta vez está no banco
Por outro lado, ninguém é tão ingênuo a ponto de acreditar que não há expectativa em torno da Seleção Brasileira. De quem tem cinco títulos, nunca se espera pouco. Quem veio antes, deixou a barra alta e nem mesmo 24 anos sem título foram capazes de alterar tal altura.
Talvez a grande novidade em 2026 seja o fato de que, mais do que qualquer estrela em campo, as esperanças do torcedor estão direcionadas para a casamata, onde estará sentado um senhor italiano acostumado a levantar taças e troféus. Tão acostumado que, provavelmente, fosse um treinador brasileiro, e estaríamos hoje cobrando por coisas como um time titular conhecido, uma convocação mais equilibrada e por aí vai.
Mas é Brasil e tudo pode acontecer. E já que tudo pode acontecer, não custa torcer para que seja o hexa.