Alguém vai dizer para termos calma porque, afinal de contas, a Escócia não é nenhuma França ou Argentina. Não tiro a razão. Mas também vale dizer que a Escócia não é um Haiti ou um Curaçao, futebolisticamente falando, claro. E tal qual foi contra o Marrocos, quando o empate foi o menor dos problemas diante de um desempenho tão ruim, nesta quarta-feira o caminho foi o oposto. A vitória foi ótima, claro, mas é o desempenho que nos deixa com alguma esperança, ainda não de título, mas de uma Copa mais digna do que se avizinhava.
Escrevo isso porque o Brasil fez contra os escoceses a sua atuação mais consistente. Fez três gols - na verdade quatro, não fosse uma falta que o VAR inventou - e criou para fazer muito mais. No outro extremo, foi sólido como há tempos não era. A Seleção Brasileira praticamente não foi ameaçada, e, nas poucas vezes em que o adversário chegou, o goleiro Alisson fez boas defesas.
O adversário na segunda fase será decidido nesta quinta-feira. A Seleção tem que estar preparada para o que vier. Bom seria que não fosse a Holanda, que tem mais camisa do que Japão e Suécia e não se assusta em enfrentar os brasileiros. Não teremos facilidade de qualquer forma. Mas se jogarmos como hoje, não ficamos devendo a ninguém deste trio.
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