É natural que na derrota, busquemos exemplos vencedores na Copa do Mundo. Em 2014, foi assim. Após a terra arrasada que foi o 7 a 1, todos os modelos apontavam para fazer tudo o que os alemães fizeram. Pouco importa que de lá pra cá a Alemanha nunca mais chegou nem às oitavas de final. Agora, os modelos variam, mas perto no mapa: França, Espanha, Noruega…
Há de fato uma série de bons exemplos nestes casos que invariavelmente mostram uma integração da federação nacional com os clubes. Há um interesse mútuo para que o futebol prospere e isso significa investir na formação e polir as novas joias. E é aí que as coisas ficam complicadas para o nosso lado.
Aqui no Brasil, essa conta não fecha. Endividados até o pescoço, os clubes não estão nem aí para a Seleção. A fábrica precisa continuar funcionando, mas com outro fim: vender atletas cada vez mais jovens para pagar novas dívidas. Os clubes de fora que tratem de polir as nossas joias. Não há critério, há pressa. Enquanto essa parte da equação não for resolvida, seguiremos mirando novos modelos a cada quatro anos.