Já se passaram quase 12 anos daquele fatídico 8 de julho de 2014. Uma data que nenhum torcedor brasileiro esqueceu. Trauma, na melhor das hipóteses, a gente aprende a conviver, mas não esquece. No nosso caso, já aprendemos a olhar para trás sem tanto medo. Por isso, nesse domingo, quando os deuses do futebol resolveram fazer gracinha com a nossa cara, não ficamos mais brabos ou tristes. No máximo, esboçamos uma risadinha de canto, como quem sabe quando é sacaneado na brincadeira.
Poxa, precisava mesmo justo a Alemanha ganhar de novo por 7 a 1? E justo numa Copa do Mundo? A gente já tinha problemas suficientes com a estreia da Seleção Brasileira no sábado. O curioso é que o placar nem deve ter sido tão sentido assim por Curaçao. Primeiro porque é Curaçao e, convenhamos, já se esperava uma goleada. Segundo porque Curaçao fez um gol. Isso sim seria a grande notícia do dia. É bem provável que a gente tenha atentado mais ao resultado do que os próprios habitantes da paradisíaca ilha caribenha - nem sei se é, mas imagino que toda ilha caribenha seja.
Ainda assim, há um lado bom em tudo isso. Há momentos na vida em que você percebe que algo que um dia já te incomodou muito, não te abala mais. Chega uma hora em que o Godzilla vira uma lagartixa. O 7 a 1 já incomodou muito. Jogou a autoestima da Seleção no lixo. Mas tudo com o tempo passa. Passou. Virou piada. Talvez o Hexa não venha este ano? Talvez. Tudo bem, uma hora ele vem. Até lá, tanto faz se a Alemanha tocar 7 a 1 em alguém ou não. A gente dá uma risadinha e segue em frente.
Até porque esta taça que a Alemanha tem quatro, nós temos cinco.