Esqueça o resultado, ainda que o empate com o Marrocos não deixe de ser frustrante. Foque apenas no desempenho. Ou na falta dele. O que mais assusta na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo é que, se até hoje o time era uma incógnita, agora que o mistério se desfez, o que se viu não é bom. O Brasil de Ancelotti foi, do ponto de vista tático, a Seleção Brasileira mais pobre em décadas.
Nas duas tentativas de Tite, em 2018 e 2022, o time era visivelmente mais organizado. Aquele Brasil de Felipão que ficou marcado pelo 7 a 1, jogava mais que o time de agora. O de 2010, comandado por Dunga, passava longe do brilhantismo, mas, em seu pragmatismo, era eficiente. Isso para ficar nos casos mais “recentes”.
Meio campo desconectado
O que se viu hoje foi um meio de campo desconectado do resto do time. Nem municiava o ataque, nem protegia a defesa. A defesa seguidamente parecia sem saber como sair jogando. Menos mal que o futebol brasileiro ainda conta com atletas fora de série, como Vini Jr., que salvou a Seleção da derrota em uma jogada na qual o mérito foi exclusivamente dele.
As surpresas de Ancelotti na escalação também ficaram devendo. Igor Thiago fez lembrar Afonsão e Ibañez foi muito mal. Mas até aí, jogou fora de sua posição. Talvez se o técnico não tivesse decidido abrir mão de convocar um lateral direito de fato, poderia ser diferente.