Confira slideshow especial da Copa do Mundo
Um Samaras só não faz milagre
Já classificada para as oitavas e com várias modificações na equipe titular, a seleção argentina entrou visivelmente sem querer forçar muito diante dos gregos – que precisavam de um resultado positivo diante do time de Maradona, além de secar a Coreia do Sul.
Necessitando do resultado, a seleção da Grécia teve apenas uma forma de chegar próximo à meta defendida por Sergio Romero: lançamentos para Samaras. O problema foi que atacante grego perdeu praticamente todas as divididas com Demichelis.
Se no setor ofensivo as coisas não estavam dando muito certo para os europeus, no defensivo, estava. Messi, que recebeu a braçadeira de capitão, foi anulado pelos zagueiros. Sem poder contar com seu craque, os hermanos arriscavam de fora ou em lances individuais. Só que encontraram em Tzorva um goleiro intransponível na primeira etapa.
O arqueiro grego foi fundamental nos chutes de Agüero, aos 17, e Verón, no minuto seguinte. Além de encerrar o primeiro tempo impedindo a tentativa de cobertura de Messi, já nos acréscimos.
Muralha começa a ruir
E Tzorvas continuou se destacando no segundo tempo. O arqueiro grego protagonizou um milagre aos 24 minutos, na tentativa de Bolatti. De dentro da pequena área, ele segurou firme o chute do argentino, em meio a pressão dos pibes de Maradona.
A um gol das oitavas de final – já que a Coreia do Sul ia empatando com a Nigéria – a Grécia insistia nos lançamentos para Samaras. Não deu certo, mais uma vez. Nas duas oportunidades que o atacante conseguiu levar a melhor sobre a marcação, mandou a Jabulani para a torcida.
Não marcando, acabou por motivar a Argentina a ir para frente com mais força. E, então, os resultados demoraram um pouco a aparecer. Aos 32, depois de cobrança de escanteio, Demichelis cabeceou em cima de atacante Milito. A bola, porém, voltou para o zagueiro que, dessa vez, venceu Tzorvas e mandou um chute violento da pequena área para estufar as redes e abrir o placar.
Alegria de juvenil
Além de fazer o técnico Maradona comemorar bastante, a vantagem animou também Messi. E aí as coisas complicaram ainda mais para os gregos. O camisa 10, que ainda não marcou nesta Copa, passou a criar jogadas, mas continuou bem marcado.
No entanto, ele contou com a sorte. Depois de deixar os gregos na saudade, na entrada da área, chutou forte e exigiu outra grande defesa de Tzorvas. Só que o goleiro deu rebote e Palermo estava lá para completar. O maior artilheiro da história do Boca Juniors anotou o seu primeiro em Copas do Mundo e, veterano, comemorou como se fosse um juvenil mais uma vitória da Argentina.
Repeteco de 2006 ou revanche?
Líder absoluta do Grupo B, a Argentina começa o mata mata da Copa do Mundo diante do México, que encerrou a sua participação no Grupo A na segunda colocação. As duas seleções reeditam as oitavas de final da Copa de 2006, quando os hermanos se deram melhor e venceram por 2 a 1.
Copa do Mundo - Grupo B
GRÉCIA 0
Tzorvas; Vyntra, Papastathopoulos, Papadopoulos e Kyrgiakos; Vangelis Moras, Torossidis (Patsa), Alexis Tziolis, Kostas e Katsouranis (Ninis); Karagounis (Spyropoulos) e Samaras. Técnico: Otto Rehhagel
ARGENTINA 2
Sergio Romero; Burdisso, Demichelis, Otamendi e Clemente Rodríguez; Bolatti, Verón e Maxi Rodriguez (Di Maria); Messi, Agüero (Pastore) e Diego Milito (Palermo). Técnico: Diego Maradona.
Gols: Demichelis 32/2º; Palermo 43/2º.
Cartões amarelos: Katsouranis, aos 29 do primeiro tempo, Bolatti, aos 31 do segundo.
Arbitragem: Ravshan Irmatov (Uzbequistão), auxiliado por Bakhadyr Kochkarov (Quirguistão) e Rafael Ilyasov (Uzbequistão).
Local: estádio Peter Mokaba, em Polokwane.