“Ele tem um perfil enérgico e não é birrento. É um líder que tem um bom relacionamento”, sublinha Schmidt. Já o colunista do Correio, Juremir Machado, descarta Felipão. “Eu não sei se ele teria vontade de assumir, por isso aposto no Mano Menezes, apesar de ainda não ter grandes títulos.”
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Os jornalistas garantem que o resultado desta sexta não foi uma surpresa. Juremir minimizou o insucesso. “Estamos acostumados a vencer Copas do Mundo, mas precisamos entender que o esporte é assim. Perdemos mais pelo detalhe do que por uma sucessão de erros.”
Para Edegar Schmidt, uma das principais virtudes de Dunga foi ao mesmo tempo um dos seus maiores pecados: o apego a um grupo restrito de atletas. Na visão do analisata, o Brasil se enganou nas Eliminatórias. “A verdade é que tínhamos um plantel fraco. O técnico brasileiro se apaixonou por jogadores medíocres. Kaká, no meu pensamento, foi um jogador frouxo. Fugiu do papel de líder que precisava assumir”, lembrou.
Vinícius Sinott acredita que a expulsão de Felipe Melo foi decisiva para a consolidação da vitória holandesa . “Dunga teve o mérito de trabalhar o espírito do grupo. Infelizmente, não teve a mesma felicidade em escolher jogadores que pudessem mudar a história desse jogo. Ronaldinho, na minha opinião, era um que poderia ter ido”, ressalta.
Schimdt crê que na caminhada para 2014, além da presença de Felipão, a renovação passa pela inclusão de atletas preteridos. “Hernanes, Ganso e Neymar podem atuar ao lado de Julio César, Luís Fabiano, Robinho, Nilmar e Lúcio, que daqueles que foram para a África do Sul, são os que podem contribuir para a transição.”
Os jornalistas são unânimes quando dizem que Juan, Gilberto Silva, Josué e Julio Baptista terminaram o ciclo na Seleção. Sinott recorda outros atletas que podem ser os protagonistas do Brasil na Copa de 2014. “Acredito em Thiago Silva, Naldo para a zaga, além dos meninos do Santos (Ganso e Neymar). O Alexandre Pato pode surgir para o ataque".
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