O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou nesta sexta-feira a criação de um comitê para monitorar as condições
trabalhistas nos estádios em construção no Catar para a Copa do Mundo de 2022, ao fim de uma visita ao pequeno
emirado do Golfo.
Infantino descartou mais uma vez que o torneio aconteça em outro país. "Evidentemente, a Copa do Mundo acontecerá no Catar em 2022", disse em sua primeira viagem desde que assumiu a presidência da Fifa.
A escolha do Catar como sede do Mundial de 2022, anunciada em 2010, provocou polêmica desde o início. As condições dos trabalhadores nas obras dos estádios e sedes do Mundial obrigaram a Fifa a criar um comitê de vigilância. "A composição deste novo organismo, que será dirigido pela Fifa, deverá incluir pessoas de todos os setores da sociedade civil", afirma um comunicado da entidade.
A Anistia Internacional divulgou um relatório em 31 de março sobre o Catar. No documento, afirma que mais de 100 estrangeiros que trabalham nas obras de um dos estádios da Copa de 2022 sofreram abusos flagrantes e sistemáticos, incluindo trabalho forçado. Além disso, a designação do Catar como sede também provoca suspeitas de corrupção
Uma investigação interna, dirigida pelo ex-promotor Michael García, concluiu que existiu corrupção no processo. Mas a câmara de julgamento da Fifa optou por publicar uma parte e não todo o conteúdo do relatório de García, o que motivou um pedido de demissão do americano.
Uma Copa do Mundo no Catar também levantou a questão das altas temperaturas no país em junho e julho, período tradicional do torneio. Por este motivo, a Fifa decidiu que o Mundial de 2022 será disputado de 21 de novembro a 18 de dezembro.
Comitê vai monitorar condições de trabalho da Copa do Catar 2022
Presidente da Fifa descartou mais uma vez que torneio aconteça em outro país