O Brasil enfrenta a Noruega no domingo em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Mais do que superar Haaland e sua seleção, vencer a Noruega significa enfrentar um tabu de 24 anos. Desde a conquista do Penta, em 2002, a Seleção Brasileira não vence um país europeu na fase de mata-mata da Copa do Mundo.
Desde então, foram seis confrontos e seis derrotas, sendo cinco eliminações e a decisão de terceiro lugar de 2014, em que o Brasil terminou com a quarta colocação. Na verdade, a única vez em que a eliminação do Brasil na fase de mata-mata não se deu para uma seleção do Velho Continente foi em 1990, quando a Seleção foi eliminada pela Argentina nas oitavas.
Embora o Brasil tenha chegado pelo menos às quartas de final em todas as edições do torneio neste período, alguns fracassos foram mais dolorosos que outros, e quase todos tiveram alguma falha da defesa em jogadas de bola parada. Relembre as derrotas da Seleção contra rivais europeus:
2006 - Brasil 0 x 1 França - Quartas de Final
Em 2006, ainda surfando na alegria do pentacampeonato, o Brasil caiu diante da França, nas quartas. O elenco ainda contava com muitos dos nomes que trouxeram o título, mas não tinha a mesma fome da Seleção que lutou contra um jejum de 24 anos. Thierry Henry marcou no início do segundo tempo, graças a uma falha da defesa contra a cobrança de bola parada.
Na época, muitos atribuíram a falha a Roberto Carlos, que parecia ser o jogador responsável pela marcação de Henry. Posteriormente, o lateral disse que não saiu para marcar o francês porque a estratégia da Seleção era formar uma linha de impedimento no momento da cobrança da falta, que acabou sendo mal executada.
2010 - Brasil 1 x 2 Holanda - Quartas de Final
A Seleção de 2010 já não tinha os grandes nomes do Penta, mas também não apostou tanto nos jovens talentos. Kaká, o principal nome da equipe, jogou lesionado, enquanto talentos em ascensão como Neymar e Ganso ficaram fora da convocação.
Contra a “Oranje”, o Brasil saiu na frente com um gol de Robinho nos dez primeiros minutos. No segundo tempo, uma falha em uma jogada de bola parada levou ao empate, com a bola desviando em Felipe Melo a caminho do gol. Aos 23 do segundo tempo, Sneijder subiu sozinho na cobrança de escanteio e fez o segundo.
2014 - Brasil 1 x 7 Alemanha - Semifinal
Em 2014, a Seleção Brasileira viveu o ônus e o bônus de jogar em casa. O fator torcida era incontestável, mas a pressão também. A Amarelinha, que tinha como referências Neymar e Thiago Silva, ficou sem os dois contra a Alemanha, Neymar pela fatídica joelhada nas costas contra a Colômbia, enquanto Thiago Silva cumpria suspensão.
Apesar do vexame que marca a lembrança dos torcedores, o Brasil não começou mal, e reagiu bem após o primeiro gol, que foi resultado de mais uma falha de marcação de bola parada. Depois do segundo gol aos 23 minutos, porém, a Seleção sentiu o resultado e assistiu, inerte, enquanto a Alemanha ampliava cada vez mais o massacre.
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2014 - Brasil 0 x 3 Holanda - Disputa de 3º Lugar
Depois da maior humilhação da história do futebol brasileiro, a Seleção entrou em campo, para enfrentar a Holanda, já derrotada. Van Persie abriu o placar de pênalti aos 3 minutos de jogo, Daley Blind ampliou aos 17 e Wijnaldum matou a partida nos acréscimos finais. O Brasil sequer esboçou reação.
2018 - Brasil 1 x 2 Bélgica - Quartas de Final
Com a maior parte dos jogadores de 2014 queimados pelo 7 a 1, a Seleção de 2018 se apoiou em Casemiro e Neymar. Lesionado, o camisa 10 chegou a ser dúvida para a convocação, mas jogou no sacrifício. Casemiro, por outro lado, ficou de fora do jogo das quartas por suspensão. Fernandinho, que entrou no lugar dele, ficou marcado por abrir o placar com um gol contra. De Bruyne marcou o segundo depois de um contra-ataque puxado por Lukaku. Renato Augusto descontou, mas a Seleção não conseguiu reverter o resultado.
2022 - Brasil 1(2) x 1(4) Croácia - Quartas de Final
A derrota mais recente foi nos pênaltis, contra a Croácia. O empate sem gols levou à prorrogação, e Neymar marcou o gol que levaria o Brasil à semifinal. Porém, faltando apenas quatro minutos para o apito final, o Brasil partiu quase inteiro para o campo ofensivo e se expôs ao contra-ataque croata. A bola ainda desviou na zaga, tirando Alisson da jogada.
Nos pênaltis, ficou decidido que Neymar seria o último a bater, em vez de abrir as cobranças e dar confiança ao time. O camisa 10 não chegou a ir para a marca da cal. Livakovic defendeu o chute de Rodrygo e Marquinhos errou a cobrança, resultando no fim da campanha do Brasil.