Copa do Mundo

Copa do Mundo decepciona com poucos gols

Bola balançou as redes apenas 25 vezes em 16 jogos da primeira rodada

Goleiro de Honduras manteve baixa média de gols da Copa ao impedir goleada do Chile
Goleiro de Honduras manteve baixa média de gols da Copa ao impedir goleada do Chile Foto : Pierre-Philippe Marcou / AFP
A primeira rodada da Copa do Mundo terminou nesta quarta-feira, com os jogos do Grupo H. E com eles veio a primeira zebra: a Espanha, considerada a mais forte candidata ao título, perdeu por 1 a 0 para a Suíça, em Durban. Na outra partida, o Chile derrotou Honduras também por 1 a 0.

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Das seleções tradicionais, a Fúria foi a única a ser derrotada. Alemanha, Argentina e Brasil venceram, sendo que só a primeira encheu os olhos: goleou a Austrália por 4 a 0 e ainda tirou o pé. A Itália, como de costume, empatou: 1 a 1 com o Paraguai, tendo saído atrás no placar.

Se contagia pela alegria dos torcedores, em especial os sul-africanos, o Mundial decepciona pela fraquíssima quantidade de gols: apenas 25 em 16 jogos, média de aproximadamente 1,5 por partida. Apenas dois confrontos tiveram mais de dois tentos: Alemanha 4 x 0 Austrália e Brasil 2 x 1 Coreia do Norte. O placar de 1 a 0 foi o que mais se repetiu: seis vezes.

Nenhum jogador marcou mais de um gol. Ou seja, a Copa tem 25 artilheiros. Nenhum dos atacantes apontados como favoritos a goleadores balançou a rede: Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, David Villa, Fernando Torres, Luís Fabiano...

A bola Jabulani, tão contestada pelos jogadores antes da Copa, não proporcionou tantos gols de longa distância como se pensava: apenas Dempsey, dos Estados Unidos, e Koren, da Eslovênia, marcaram de fora da área. Mas ambos contaram com a providencial ajuda dos goleiros adversários: Green, da Inglaterra, e Chaouchi, da Argélia, respectivamente.

Como já era esperado, as vuvuzelas soaram forte nos estádios e praticamente anularam os gritos das torcidas. A maioria dos jogadores - exceto os das seleções africanas - reclamou da dificuldade para se comunicar durante os jogos. A Fifa chegou até a estudar a possibilidade de proibir a entrada dos instrumentos, mas desistiu da ideia.

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