Copa do Mundo

Copa do Mundo: saiba como chega a Bósnia, que eliminou a Itália

A equipe garantiu sua segunda participação em Copas na repescagem europeia

Os Dragões sonham com a classificação inédita para a fase de mata-mata
Os Dragões sonham com a classificação inédita para a fase de mata-mata Foto : Divulgação Associação de Futebol da Bósnia e Herzegovina/CP

Independente desde 1992, a Bósnia e Herzegovina é um país jovem, mas sua seleção já foi protagonista de um momento emblemático na história das Copas do Mundo. Para conquistar sua segunda participação no torneio, os Dragões negaram o acesso a uma das seleções mais vitoriosas da competição.

Antes disso, a única participação em Copas da Bósnia foi em 2014, no Brasil. Na época, a equipe perdeu para Argentina e Nigéria na fase de grupos e não conseguiu avançar, mas venceu o Irã, por 3 a 1.

No grupo B, a Bósnia, 65ª no ranking da Fifa, sonha com a chance de classificação. Com exceção da Suíça, seus outros adversários da fase de grupos – Canadá e Catar – também não têm tradição em Copas, o que pode facilitar o acesso à próxima fase, principalmente com as oito vagas adicionais para os melhores terceiros colocados.

A Bósnia estreia na Copa do Mundo contra o Canadá, às 16h (horário de Brasília) do dia 12 de junho (sexta-feira).

Caminho da classificação

A Bósnia protagonizou uma campanha impressionante nas qualificatórias europeias. Na fase de grupos, a equipe fez uma grande campanha, com cinco vitórias (incluindo uma goleada de 6 a 0 sobre San Marino), dois empates e apenas uma derrota. A Bósnia terminou apenas dois pontos atrás da líder do grupo, a Áustria.

Na repescagem europeia, foram duas vitórias nos pênaltis. Na semifinal, a seleção saiu perdendo para o País de Gales, mas conseguiu o empate nos últimos minutos do tempo regulamentar. Na disputa de penalidades, a Bósnia venceu por 4 a 2.

Na final da repescagem, os bósnios tiveram a oportunidade de decidir em casa. Depois de ver os italianos torcendo para o País de Gales por considerar a Bósnia uma adversária mais fraca, o país encarou a Itália com hostilidade. Assim como na semifinal, os bósnios largaram atrás no placar, mas conseguiram o empate no segundo tempo. Nos pênaltis, a Bósnia acertou todas as cobranças e despachou a Itália para mais quatro anos sem disputar a Copa do Mundo.

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Sergej Barbarez: da mesa de poker à casamata

Quando a Bósnia escolheu Sergej Barbarez para comandar a seleção em 2024, foi uma decisão ousada. Barbarez conquistou a licença de treinador da UEFA em 2010, mas nunca tinha atuado como técnico em nenhuma equipe. Em vez disso, ele se dedicou ao poker por 12 anos, tendo chegado duas vezes à final do Mundial.

No entanto, Barbarez não é um estranho ao mundo da bola. Entre 1989 e 2008, ele construiu uma respeitada carreira como jogador de futebol. Como centroavante, se destacou no futebol alemão, com passagens pelo Union Berlin, Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen. Ele também jogou pela seleção da Iugoslávia e, depois da independência, pela Bósnia.

Antes de assumir a seleção, Barbarez foi jogador profissional de poker por 12 anos | Foto: Divulgação Associação de Futebol da Bósnia e Herzegovina/CP

Diamante Bósnio

Aos 40 anos, Edin Džeko ainda mostra a energia de um garoto. O capitão da Bósnia provou mais uma vez ser o coração da equipe nas eliminatórias. Contra o País de Gales, na semifinal europeia, o Diamante Bósnio, como é carinhosamente chamado pela torcida, encontrou força aos 40 minutos do segundo tempo para puxar um contra-ataque e levar a partida aos pênaltis.

Ele rompeu um ligamento no ombro no final da partida contra a Itália, mas ainda deve fazer a diferença nesta que deve ser sua última Copa do Mundo. Em 2014, Džeko marcou o primeiro gol na única vitória da Bósnia em Copas: um 3 a 1 sobre o Irã na fase de grupos.

Aos 40 anos, Edin Džeko ainda é o principal jogador da Bósnia | Foto: Divulgação Associação de Futebol da Bósnia e Herzegovina/CP

De olho no jovem

Se a joia da Bósnia é o veterano consagrado, o jovem Esmir Bajraktarević traz uma visão do futuro da seleção. Nascido nos Estados Unidos, o ponta de 21 anos chegou a jogar pela seleção de base dos EUA, mas, quando foi convocado para a seleção da Bósnia em 2024, escolheu representar o país de sua família.

Bajraktarević foi um dos destaques na semifinal no tempo regulamentar contra a Itália. Nos pênaltis, teve o sangue frio de marcar o gol da classificação.

Nascido nos EUA, o jovem de 21 anos escolheu representar a Bósnia em 2024 | Foto: Divulgação Associação de Futebol da Bósnia e Herzegovina/CP

Jogos da Bósnia no Grupo B

12 de junho (sexta-feira)

16h - Canadá x Bósnia e Herzegovina - Toronto – 16h

18 de junho (quinta-feira)

16h - Suíça x Bósnia e Herzegovina - Los Angeles – 16h

24 de junho (quarta-feira)

Bósnia e Herzegovina x Catar - Seattle – 16h