Uma das seleções mais respeitadas do futebol mundial ainda sonha com seu primeiro título da Copa do Mundo. A Holanda já chegou perto muitas vezes: em 1974, 1978 e 2010 foi vice-campeã. A Oranje também foi terceira colocada em 2014 e quarta colocada em 1998. Depois da Copa do Mundo de 2014, a equipe perdeu muitas peças importantes e não se classificou em 2018.
A Holanda ainda está longe da fascinante “Laranja Mecânica” do fim dos anos 70 e da brilhante geração do fim dos anos 2000 e início de 2010, mas pode ser uma pedra no caminho de grandes seleções neste Mundial. A equipe terminou a classificatória europeia invicta, com seis vitórias e dois empates (ambos contra a Polônia), garantindo a vaga direta por terminar na primeira colocação do grupo.
Em 7º lugar no ranking da Fifa, a Holanda é a favorita do Grupo F. A seleção estreia na competição dia 14 de junho (domingo), às 17h (Horário de Brasília), contra o Japão (18º). Suécia (38º) e Tunísia (44º) completam o grupo.
A reestruturação de Koeman
A seleção holandesa está sob o comando de Koeman pela segunda vez. Desde que retornou à casamata, em 2023, o treinador se afastou do perfil ultradefensivo de seus antecessores, reintroduzindo alguns dos pilares de sua primeira passagem pela seleção (2018 a 2020), incluindo a retomada do 4-3-3, que foi tão presente na consolidação do “futebol total” holandês.
Apesar do esquema menos retrancado, a defesa segue sendo o ponto alto. Nas classificatórias europeias, a Holanda sofreu apenas quatro gols e marcou 27. Porém, a equipe ainda depende muito do trabalho dos pontas para fazer gols e mostrou dificuldade contra seleções com defesas mais fechadas.
O Colosso da Oranje (e seus companheiros)
Parte do mérito defensivo da Holanda é seu capitão. Aos 34 anos, Virgil van Dijk comanda a linha de zaga da seleção holandesa com inteligência e eficiência.
Apelidado de Colosso, o zagueiro ainda demonstra vigor nos embates físicos e é um adversário a ser temido nas disputas aéreas, mesmo sem estar em seu ápice físico. No contra-ataque, van Dijk também é uma peça essencial, fazendo lançamentos precisos para chegar ao gol adversário com velocidade.
Além dele, Frenkie de Jong também é uma das referências da equipe. Em sua segunda Copa do Mundo, o jogador, que celebrou recentemente o título espanhol com o Barcelona, combina experiência e criatividade, sendo a principal peça do meio-campo holandês.
No ataque, Memphis Depay, do Corinthians, também é presença praticamente garantida. No entanto, ele precisa estar saudável. O atacante não entra em campo desde que lesionou a coxa em uma partida contra o Flamengo, no dia 22 de março.
Jogos da Holanda no Grupo F
14 de junho (domingo)
Holanda x Japão - Dallas – 17h
20 de junho (sábado)
Holanda x Suécia - Houston – 14h
25 de junho (quinta-feira)
Tunísia x Holanda - Kansas City – 20h