Copa do Mundo

Copa do Mundo: Saiba como chega o Brasil, que busca encerrar jejum de 24 anos

Após maus resultados e trocas de técnicos, Seleção chega ao Mundial com desconfiança; veja a análise dos craques e os desafios para o hexa

Seleção em busca do Hexa após 24 anos.
Seleção em busca do Hexa após 24 anos. Foto : Rafael Ribeiro/ CBF/ CP

Marcado pelos maus resultados, troca de treinadores e um jejum de 24 anos sem títulos na Copa do Mundo, o Brasil vai para o Mundial com desconfiança de grande parte da torcida sobre o que pode apresentar nos gramados, ou até onde pode chegar na competição.

Desde a amarga eliminação no Catar para a Croácia, nos pênaltis, a Seleção não conseguiu engrenar e carrega um mar de incredulidade perante sua torcida. Afinal, vamos ser hexa?

Para brigar pelo título, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contratou o técnico italiano Carlo Ancelloti. Antes disso, Dorival Júnior, Fernando Diniz e Ramon Menezes estiveram na casa-mata da Seleção sem sucesso.

Na Copa América, disputada entre junho e julho de 2024, sob o comando de Dorival, a Seleção caiu nas quartas de final diante do Uruguai, nas cobranças de pênaltis, após um melancólico 0 a 0. O técnico viria a cair do comando técnico pouco mais de nove meses depois, após sofrer uma goleada da Argentina em março de 2025: 4 a 1 e uma atuação trágica.

Para os quatro jogos derradeiros das Eliminatórias, Ancelotti, que já havia recusado a Seleção um ano antes, desta vez, aceitou. Com os craques Raphinha e Vini Júnior sem conseguir repetir as mesmas atuações de seus clubes, a conquista da vaga da Copa veio apenas em junho do ano passado, após vitória magra contra o Paraguai.

Os jogos restantes serviram para “Carletto” (como é conhecido o técnico mundo a fora) testar novos jogadores e aperfeiçoar a equipe. Foram oito jogos, com quatro vitórias (contra Chile, Coreia do Sul, Senegal e Croácia), três derrotas (Bolívia, Japão e França) e um empate contra a Tunísia.

Carletto tem a missão de levar o Brasil ao hexa-campeonato | Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF/CP

Apesar de alguns nomes estarem bastante consolidados, as recentes lesões de Rodrygo, Estevão e Militão colocaram ainda mais dúvidas sobre a lista final do técnico, que será divulgada no dia 17 de maio.

De acordo com as últimas formações, o time base da Seleção deve ter: Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães/Andrey Santos; Matheus Cunha, Vini Júnior, Raphinha e Martinelli.

O Brasil estreia na Copa contra o Marrocos, pelo Grupo C no dia 13 de junho, às 19h, horário de Brasília. Depois encara o Haiti, dia 19 às 21h30 e por último a Escócia no dia 24, também às 19h.

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Com ou sem Neymar?

Nome indiscutível entre 2012 e 2023, a presença de Neymar na Copa é incerta. Desde a lesão sofrida em 17 de outubro de 2023, contra o Uruguai, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, Neymar só foi convocado uma vez para a Seleção Brasileira.

Porém, uma nova lesão o impediu de se apresentar para os jogos contra Colômbia e Argentina.

De lá para cá, o astro do Santos não foi lembrado por Ancelotti nenhuma vez. O técnico da Seleção sempre justificou que o atleta não estava 100% fisicamente.

Último jogo de Neymar pela Seleção foi contra Uruguai | Foto: Vitor Silva/ ArquivoCBF/ CP

Além disso, as atuações do camisa 10 santista nos últimos anos deixaram a desejar.

Desde que se recuperou da lesão no joelho, o jogador do Santos entrou em campo em 40 oportunidades, fez 15 gols e deu 7 assistências. Mesmo sem estar no ápice da carreira, Neymar pode estar na lista final, já que as lesões de Rodrygo e Estevão abriram mais duas vagas no ataque.

Baila, Vini

Vini Jr. é, sem dúvidas, é o principal jogador da Seleção Brasileira no atual momento. O craque do Real Madrid chega a 2026 consolidado como o grande protagonista brasileiro no futebol europeu.

Nos últimos três anos, ele deixou de ser uma promessa para se tornar o "dono" das grandes decisões pelo clube espanhol.

Em 2024, ele foi um dos autores dos gols que deram à equipe Merengue a vitória na final da Champions League 23/24, contra o Borussia Dortmund. Ele também ganhou o prêmio de melhor jogador do torneio.

O grande momento foi consagrado após receber o título de Melhor Jogador do Mundo em dezembro daquele ano.

Desafio de Vini na Seleção é repetir protagonismo que tem no Real Madrid | Foto: Rafael Ribeiro /CBF/CP

Nas últimas três temporadas, o craque do Real tem 65 gols e 35 assistências em 146 jogos. Em sua segunda Copa, o principal desafio de Vini Jr. é repetir o protagonismo do Real Madrid na Seleção Brasileira. Conseguiu um pouco disso quando decisivo fazendo o gol que garantiu a classificação do Brasil na Copa, na vitória da Seleção 1 a 0 contra o Paraguai.

Diferente do clube, onde tem um sistema tático que potencializa sua velocidade, na Seleção ele carrega o peso de ser a nova referência técnica máxima. A notícia boa é que o melhor momento do atacante foi com Ancelloti como técnico do Real Madrid.

Da Restinga para o mundo: Raphinha é uma das esperanças para o Hexa

Colorado assumido, o atacante Raphinha percorreu um caminho de superação e dedicação no futebol. Sem ganhar chances na Dupla Gre-Nal, o menino da Restinga foi traçar seu caminho em Santa Catarina, onde entrou nas categorias de base do Avaí.

Dali, foi para o Vitória de Guimarães, de Portugal, sem sequer jogar nos profissionais. Começava a carreira do craque gaúcho, que ainda passou por Sporting, Rennes e Leeds United, quando foi vendido para o Barcelona em 2022 por 58 milhões de euros.

Raphinha é uma das referências técnicas do time esperança de protagonismo | Foto: Rafael Ribeiro /CBF/CP

No ataque catalão, ele se consolidou como uma das peças fundamentais do time ajudando o clube a conquistar títulos como La Liga em 2023 e 2025.

Na Seleção Brasileira, sua estreia foi impactante em 2021, marcando dois gols contra o Uruguai logo em seu primeiro jogo como titular nas Eliminatórias. Desde então, tornou-se peça cativa, disputando a Copa do Mundo de 2022 e assumindo papel de liderança técnica no ciclo atual.

Teve melhor fase na temporada 2024/25, quando acumulou estatísticas impressionantes que o colocaram na briga pela Bola de Ouro. Foi também o artilheiro desta edição do torneio europeu.

Nesta temporada Raphinha jogou menos, devido a uma lesão na coxa. Foram 31 partidas, 19 gols e 8 assistências.

O atacante se recupera da lesão e não deve ser problema para Ancelotti.

Assim como Vini, ele vem para sua segunda Copa do Mundo com a missão de assumir o papel de principal expoente técnico do time. Ele precisará manter a alta produtividade de gols e assistências demonstrada no Barcelona para guiar a Seleção ao tão sonhado hexa.

Jogos do Brasil Grupo C

13 de junho (sábado)

Brasil x Marrocos - Nova York/Nova Jersey – 19h

19 de junho (sexta-feira)

Brasil x Haiti - Filadélfia – 21h30h

24 de junho (quarta-feira)

19h - Escócia x Brasil - Miami – 19h