Copa do Mundo

Copa do Mundo: veja como chega o Marrocos, primeiro adversário do Brasil

Time africano, que surpreendeu no Catar, mantém base forte e disciplina tática para enfrentar o Brasil no Grupo C do Mundial

Comemorar vitórias virou rotina para o Marrocos
Comemorar vitórias virou rotina para o Marrocos Foto : FRANCK FIFE / AFP / CP

Esqueça aquele futebol leve, solto e sem muitas preocupações defensivas que caracterizou as seleções do continente africano em anos anteriores. O Marrocos, apontado como a equipe africana mais forte desta Copa do Mundo, vem destruindo esta tese desde 2022, quando foi semifinalista do Mundial no Catar.

Depois disso, o primeiro adversário do Brasil do Grupo C desta Copa do Mundo se consolidou ainda mais. A equipe treinada até março por Walid Regragui manteve a espinha dorsal com nomes como Achraf Hakimi, Sofyan Amrabat e Yassine Bounou, preservando uma identidade competitiva baseada em organização tática, disciplina defensiva e transições rápidas. Além deles, Brahim Díaz, meia armador do Real Madrid, é peça criativa fundamental para o ataque da equipe.

O Marrocos garantiu sua sétima participação em Copas com uma campanha irretocável, sendo o primeiro país africano a se classificar para 2026 com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias.

Troca de treinador

Apesar da boa fase, o comando da equipe foi trocado em março deste ano, a três meses do inicio da competição. A saída de Walid Regragui ocorreu dois meses após a perda do título da Copa Africana de Nações de 2025, em casa para o Senegal.

Também em março a Federação Africana de Futebol (CAF) decidiu retirar o título de Senegal e declarar o Marrocos como campeão. A decisão tem como base um momento da partida em que, como protesto a um pênalti marcado para Marrocos no final do jogo, parte da seleção senegalesa deixou o gramado. No entanto, o capitão Sadio Mané foi até o vestiário e chamou os atletas de volta.

Campeão ou não, o time agora é treinado por Mohamed Ouahbi, treinador da base que levou o Marrocos ao título mundial Sub-20 em 2025. A troca pode representar uma perda de qualidade no sistema defensivo marroquino, o que pode ser bom para o Brasil. No entanto, a chegada de um novo comandante pode trazer surpresas nesta seleção que já provou que tem um elenco de muita qualidade.

Já com Ouahbi na casa mata, os marroquinos mostraram empataram com o Equador, em 1 a 1, e venceram o Paraguai por 2 a 1.

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Hakimi: um capitão acostumado a conquistar títulos

Hakimi ainda nem tinha nascido quando o Brasil derrotou o Marrocos por 3 a 0, no primeiro confronto entre as duas equipes em uma Copa do Mundo, na França em 1998. Nascido em novembro daquele, quase 28 anos depois ele tem a chance de mudar a história do confronto.

Revelado pelo Real Madrid, Achraf Hakimi sempre teve aura de campeão por onde passou. Aos 19 anos, foi emprestado ao Borussia Dortmund, da Alemanha, onde logo conquistou a Supercopa da Alemanha em 2019.

Na temporada seguinte, assinou com a Inter de Milão e ajudou o clube a vencer o título da Série A de 2020–21, o primeiro em 11 anos. Em 2021, foi jogar no Paris Saint-Germain e continuou levantando taças.

Em Paris, Hakimi conquistou quatro títulos da Ligue 1 e contribuiu para o primeiro título da Liga dos Campeões da UEFA da história do clube em 2025, inclusive marcando o primeiro gol na final contra seu ex-clube, a Inter de Milão. O jogo terminou 5 a 0 para os parisienses.

Hakimi é uma das lideranças do time marroquino | Foto: FRANCK FIFE / AFP

Na seleção marroquinal, Hakimi é símbolo de uma geração histórica. Ultrapassou a marca de 70 jogos pela seleção, com gols importantes e liderança técnica ele vem para sua terceira participação em Copas do Mundo.

Na última foi protagonista na campanha que levou o Marrocos até a semifinal, batendo o pênalti derradeiro durante as cobranças de penalidades. De lá para cá, vem sendo capitão do time. Entre prêmios individuais, figura com frequência em seleções ideais de ligas e da África, além de indicações ao prêmio de melhor jogador africano.

Díaz, a referência técnica do time

Se o Brasil quiser frear o ataque marroquino, vai ter que marcar de perto Brahim Díaz. Ele é o cérebro e principal pensador do time. Revelado pelo Manchester City, Díaz passou por Madrid, Milão e retornou à Espanha para se fixar no elenco do Real Madrid.

Díaz, esperança de gols e passes no Marrocos | Foto: AFP

Em um meio campo até pouco tempo atrás frequentado por Toni Kross e Luka Modric, ele começou a ganhar espaço com a saída desses craques. Nesta temporada, fez um gol e deu assistência para outros oito gols do time merengue.

Estreante em Copas, o meia pode ser o diferencial do time acostumado a se defender. Nascido em Málaga, na Espanha, ele escolheu o Marrocos como sua seleção e adicionou talento e mais criatividade ao setor ofensivo.

Foi um dos protagonistas da seleção africana durante a Copa da Nações com cinco gols, sendo o artilheiro da competição. Em 24 partidas com a camisa marroquina, anotou 13 gols.

Jogos do Marrocos no Grupo C

13 de junho (sábado)

Brasil x Marrocos - Nova York/Nova Jersey – 19h

19 de junho (sexta-feira)

Escócia x Marrocos - Boston – 19h

24 de junho (quarta-feira)

Marrocos x Haiti - Atlanta – 19h