Copa do Mundo

Corinthians nega-se a pagar estádio de Copa

Dirigente afirma que ampliação sairá muito caro e que o clube não vai pagar pelas reformas no projeto

Corinthians nega-se a pagar estádio de Copa
Corinthians nega-se a pagar estádio de Copa Foto : Divulgação / CP
O vice-presidente de marketing do Corinthians, Paulo Rosenberg, deu entrevista nesta quinta-feira dizendo que o clube não faz questão de sediar a Copa do Mundo de 2014. De acordo com ele, o time não vai pagar a mais para ampliar o projeto de seu novo estádio caso não receba ajuda do governo.

“O Corinthians não tem dinheiro para fazer o estádio. Esta decisão caiu como um meteorito na nossa programação”, argumentou o dirigente.

A nova sede do clube, escolhida antes mesmo de ser construída como substituta do Morumbi, foi projetada para abrigar 48 mil torcedores. No entanto, para poder sediar um Mundial, o estádio precisa de capacidade para, no mínimo, 65 mil pessoas.

Em cifras, isto significa que o projeto inicial - orçado em R$ 350 milhões - precisaria de um acréscimo de R$ 160 milhões somente para a ampliação de 22 mil lugares.

“Não vou fazer empréstimo para fazer estádio de Copa. O Corinthians não vai entrar nessa de jeito nenhum, não sei nem o que eles vão querer”, disse Rosenberg, referindo-se ao Comitê paulista da Copa de 2014.

Mudanças no projeto

Segundo Aníbal Coutinho, sócio da empresa Coutinho, Diegues, Cordeiro/DDG, que é a responsável pelo projeto do estádio, as mudanças internas serão muito mais caras e complicadas de serem feitas.

“Esse estádio tem um padrão bastante elevado, dentro dos padrões da Fifa, mas não é um estádio com todas as instalações para a Copa do Mundo. A Copa tem instalações diferenciadas porque concentra mídia, jornalistas, público vip, convidados para os quais você tem que tomar uma série de providências”, explica Coutinho.

“Para colocar chefes de Estado lá dentro, por exemplo, precisa ter detectores de metal. Fora toda a parte de patrocinadores, você precisa de uma estrutura para tudo isso. E aí o estádio passa a custar mais”, completou o arquiteto, que trabalha no projeto desde 2007.

De acordo com o profissional, existe uma gama de serviços temporários que alguém teria de arcar. Apesar de ter espaço suficiente para ampliar o numero de cadeiras, o estádio popularmente chamado de “Fielzão” também teria de dobrar sua capacidade elétrica, entre outros detalhes.

Por todos estes motivos, Coutinho afirma que não tem como estimar um valor total para a obra. Além disso, ele não foi procurado pela CBF até o momento.

“O estádio foi projetado quando o Morumbi ainda era o estádio de São Paulo. A gente não fez nenhuma suposição de valores, porque ainda não fomos procurados por ninguém. Aliás, a CBF não convida estádios. O comitê de São Paulo tem que ir ao Corinthians, convidar o Corinthians, o clube tem que dizer sim. Aí coloca o estádio vai ser analisado pelo comitê local da Fifa, que tem arquitetos que avaliam isso e passam uma lista de coisas para fazer. Aí o clube tem que pegar essas exigências, transformar em projeto e fazer o orçamento”, argumenta Coutinho.

Com informações do R7.

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