Copa do Mundo

Corinthians responde e deixa Fifa "à vontade" para mudar abertura da Copa

Clube não aceita alerta de Jerôme Valcke para "acelerar" obras no estádio sede de São Paulo

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a fazer alertas quanto aos atrasos nas obras dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. Após visita ao Estádio Nacional Mané Garrincha, nesta terça em Brasília (DF), Valcke avaliou que é preciso "acelerar" as obras da Arena Corinthians. Em nota oficial, o clube mostrou descontentamento com a pressão e deixou a Fifa "à vontade" para mudar o local de abertura da Copa.

"Isso não é uma ameaça", enfatizou Valcke. "Podemos mudar tudo até 1º de agosto, quando começarem as vendas dos ingressos. Ainda temos um prazo para mudarmos o que for necessário", ponderou o secretário-geral. Há o entendimento na Fifa de que não haverá mais prorrogações de prazos como houve para a Copa das Confederações. Em carta aberta sobre o acompanhamento da preparação do Brasil, Valcke já havia alertado que a Copa é muito mais grandiosa que a Copa das Confederações e que, por isso, os ajustes precisam ser feitos com pelo menos seis meses de antecedência. Assim, todos os estádios terão que estar prontos em dezembro deste ano.

O diretor financeiro do Corinthians, enquanto isso, salientou que a possibilidade de retirada da Arena Corinthians dos jogos da Copa não trará grandes impactos financeiros negativos. "O impacto seria grande para a cidade, pois é um evento muito grande. Falamos de hotéis ocupados, aeroportos, restaurantes, pois o evento traz uma massa de turistas para a cidade que é muito importante. Em relação ao clube, porém, tem o ganho de imagem, mas financeiramente não o envolve", analisou o dirigente. "Pelo contrário. Nossa postura era de fazer um estádio de 48 mil pessoas. Para ser abertura tem de ter mais 20 mil, mas não estamos bancando", disse ele.

Em nota oficial, a direção do Timão foi ainda mais enfática. "O clube não aceita nenhuma pressão porque é bom lembrar o que sempre disse: o estádio para os corintianos teria 48 mil e, quando o estádio passou a ser requisitado para a Copa do Mundo, foi feito um remanejamento do projeto para 68 mil lugares", citou. "Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa, fiquem à vontade. O Corinthians só espera que Fifa e COL reconheçam o esforço da prefeitura de São Paulo, do governo do estado de São Paulo, do governo federal e principalmente da população paulista", frisou o texto.


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