O Correio do Povo começa a publicar uma série com o Top 5 das Copas do Mundo. Nesta semana, elegemos as defesas mais marcantes das história dos Mundiais. São defesas que misturam técnica, agilidade e bravura. O momento em que foram feitas também pesou na escolha.
Na próxima semana, apontaremos as melhores finais nas 18 edições das Copas do Mundo. Como toda lista, comete injustiças. É só lembrar que nomes históricos como Sepp Mayer, Lev Yashin e Gilmar ficaram de fora.
Se você não concordar com a escolha, não tem problema. Deixe sua contribuição nos comentários.
5º lugar - Dino Zoff (Itáia) – 5/7/1982 – Brasil 2x3 Itália
Capitão italiano, o goleiro Dino Zoff foi decisivo no tri italiano. No jogo contra o Brasil, aquele 3 a 2 no estádio Sarriá, em Barcelona, salvou sua equipe no finalzinho. Zoff considerou aquela defesa a mais importante de sua vitoriosa carreira.
O empate daria a classificação ao Brasil, mas Paolo Rossi não quis saber disso. Marcou três vezes. Falcão e Sócrates descontaram para a Seleção dirigida por Telê Santana. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, o ponta Éder cobrou uma falta lateral. Cheia de efeito, a bola encontrou a cabeça do zagueiro Oscar. Ele concluiu firme, para baixo, no canto. Dino Zoff saltou no canto e segurou firme, sem rebote.
Não foi apenas uma defesa. Ali, o goleiro italiano acabava com as esperanças de uma das mais talentosas gerações do futebol brasileiro.
4º lugar - Oliver Kahn (Alemanha) - 25/6/2002 – Coreia do Sul 0x1 Alemanha
Oliver Kahn não fez uma Copa perfeita. Entregou na final e facilitou o Penta para o Brasil. Mesmo assim, trabalhou tanto e tão bem que foi apontado o principal jogador da Copa da Alemanha pela Fifa. Não o melhor goleiro, mas o melhor entre todos os que entraram em campo. Sim, a escolha foi feita antes da decisão.
Na primeira fase, Kahn parecia intransponível. Ficava cara a cara com atacantes adversários (Robbie Keanie deve lembrar bem) e praticava a defesa. Mas seu melhor lance aconteceu na semifinal, contra a Coreia do Sul. Demonstrando grande técnica, saltou e deu um tapa em um chute colocado de Lee Chun Soo. Se a Alemanha chegou à final de 2002, deve muito a Kahn.
3º lugar - Toni Turek (Alemanha Ocidental) - 14/7/1954 – Hungria 2x3 Alemanha Ocidental
A final de 1954 é considerada uma das maiores – se não a maior – da história das Copas. De um lado, a Hungria, que atropelou seus adversários ao revolucionar a preparação física. O segredo? Aquecer antes de entrar em campo. Parece óbvio hoje em dia, mas na época era novidade. De outro lado estavam os alemães, desmoralizados após a Segunda Guerra Mundial.
As duas equipes se enfrentaram na primeira fase, quando os húngaros aplicaram 8 a 3. A invencibilidade húngara era de 32 partidas. Em nove minutos, a vantagem era de 2 a 0 para os favoritos. Só que os alemães tinham um trunfo: travas especiais para chuva nas chuteiras, outra novidade para a época. E o tempo ajudou. Com a chuva, os alemães viraram para 3 a 2 e ficaram com título. Mas só chegaram lá graças à defesa milagrosa de Toni Turek em chute de Zoltán Czibor no fim do jogo. Duvida? Confira no vídeo abaixo.
2º lugar - Taffarel (Brasil) – 17/6/1994 – Brasil 0x0 (3x2) Itália
Brasil e Itália se encontraram na final da Copa de 1994. Um confronto justo, envolvendo os melhores times de um Mundial de arquibancadas lotadas , mas pouco brilho. Depois de 120 minutos de muita marcação e poucas chances, as duas equipes foram, extenuadas, para a decisão por pênaltis, a primeira na história das Copas. Foi quando brilhou a estrela do gaúcho Taffarel.
É bom lembrar: até aquele momento, mesmo sendo titular da Seleção desde o fim da década de 1980, o camisa 1 era bastante contestado.
Apenas depois da cobrança de Massaro e com a conquista do Tetra Taffarel entrou no rol dos grandes goleiros brasileiros – e do mundo – de todos os tempos. O italiano cobrou à meia altura, no canto esquerdo do goleiro brasileiro. Taffarel pulou para o canto certo e fez a defesa. Depois, Baggio ainda desperdiçaria sua cobrança, dando o título Mundial para o Brasil após 24 anos.
1º lugar - Gordon Banks (Inglaterra) – 7/6/1970 – Brasil 1x0 Inglaterra
Esta é quase uma unanimidade. Em qualquer lista de grandes defesas, ela será lembrada. A partida era válida pela primeira fase, mas impressiona. De uma lado, a Inglaterra, campeã quatro anos antes. De outro, a Seleção de 1970, recheada de craques e com Pelé no auge. Jairzinho avançou pela direita, foi ao fundo e cruzou com perfeição. Entre a marca do pênalti e a risca da pequena área, Pelé subiu mais que a defesa e mandou uma cabeçada precisa, para baixo. Gordon Banks saltou com uma velocidade incomum. Quando a bola estava a centímetros de cruzar a linha, ele conseguiu afastá-la com um tapa, por cima do travessão. Melhor do que ler, é lembrar a jogada. Clique no vídeo abaixo.
Confira outros milagres no vídeo abaixo:
Correio do Povo escolhe cinco defesas milagrosas em Mundiais
Lista dá início a série especial sobre a Copa da África. Comente e indique jogadas inesquecíveis