Deschamps considerou que o calor poderá interferir no ritmo da partida, principalmente, porque ela pode terminar somente na disputa por pênaltis. Mas destacou que há atletas que atuam no Campeonato Inglês e já estão habituados a jogarem nesse horário.
"Nos três últimos dias tentamos nos adaptar a esse horário. É verdade que a temperatura é alta, que os nigerianos estão mais habituados ao calor, mas também existem jogadores que estão acostumados a jogar na Europa. Mas a preocupação é a umidade que, aparentemente, não está muito elevada. Então, vamos nos controlar. Estamos preparados", afirmou o técnico da França.
Sobre a proibição de treinar no gramado do Mané Garrincha, para que ele seja poupado, Deschamps fez pouco caso. Disse que não adianta fazer um cavalo de batalhas porque não pode fazer o reconhecimento, até porque, ele não vê muita utilidade em estar no local na véspera do jogo.
"Não preciso fazer um treinamento com jogadas ensaiadas. Para que treinar no campo? Temos de nos adaptar. A organização tem de poupar a grama. Então, a palavra de ordem é adaptação e nos adaptaremos com um sorriso", ressaltou Deschamps.
Sobre a Nigéria, o técnico da França analisou que os adversários são fortes na defesa e fisicamente. Por isso, ele quer que seus jogadores tenham a maior posse de bola para que possam impor o ritmo de jogo.
Ao ser indagado sobre um provável encontro com o Brasil na semiinal da Copa, Deschamps fugiu da questão. Frisou que seu pensamento, no momento, está no jogo com a Nigéria, porque de nada adianta pensar adiante se, amanhã, for derrotado.