"Eu não poderia deixar de aceitar esse convite. Como brasileiro, vocês sabem que eu já faço isso desde quando nasci. Desde a primeira Copa do Mundo que eu defendo e faço a promoção do Brasil. É uma responsabilidade muito grande mas eu não poderia deixar de aceitar", disse Pelé.
O ex-jogador admitiu que chegou a ficar preocupado com o andamento das obras, mas enfatizou que não se pode "deixar de acreditar". “Eu gostaria de pedir para todo o povo brasileiro que acreditasse, porque estava meio confuso, meio em dúvida com alguns problemas que nós tivemos aqui, mas que podemos acreditar, porque a presidenta disse que vai fazer todo o esforço, e espero que a gente entregue bem essa Copa do Mundo. Agora, essa administração será feita com 190 milhões de brasileiros e todos ficaremos orgulhosos de entregar bem essa Copa”, disse.
O ministro dos Esportes, Orlando Silva, que também participou da reunião, disse que, apesar do cargo não conferir nenhum poder executivo, Pelé terá a função de orientar o governo e até representar o Brasil no exterior. "É uma homenagem por tudo que ele fez e faz pelo esporte, pelo Brasil. Ela (Dilma) acredita que, pela força da imagem do Pelé, pela história do Pelé, um homem que viveu dez copas, seria a melhor face da Copa do Mundo de 2014 e este título tem um pouco desse sentido", completou.
O ex-jogador também comentou o mau desempenho do Brasil na Copa América e o renascimento do futebol Uruguai, que venceu o torneio na Argentina e vem obtendo excelentes resultados nas últimas competições internacionais. Para Pelé, uma final entre o Brasil e o Uruguai, em 2014, seria uma “revanche” da Copa de 1950, quando o escrete nacional perdeu de 2 a 1, no que é considerado o maior trauma do futebol brasileiro. E ainda lançou o desafio: “não temo, e acho que devia ter essa revanche para a gente ganhar".