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Durante a coletiva, o treinador isentou o volante Felipe Melo – expulso após falta dura em Robben, na metade do segundo tempo – de culpa pela derrota brasileira. “Eu seria injusto se colocasse a culpa nas costas de um jogador. Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, todos somos os culpados”, analisou. “É lógico que dificulta jogar com um a menos, mas o árbitro estava marcado faltas desnecessárias. Dando muitos cartões”, completou. O comandante brasileiro também não se eximiu de culpas e disse que as aceita as críticas da imprensa. “Eu chamo a responsabilidade. Sou o comandante. Mas todas as decisões que eu tomei foram em prol da equipe. Respeito a imprensa”.
Dunga disse que falta de concentração no segundo tempo foi o principal responsável pela derrota e consequente eliminação do Brasil no Mundial. “Infelizmente, nós não conseguimos manter a mesma concentração do primeiro tempo. A Copa do Mundo é decidida em detalhes. Não conseguimos o nosso maior objetivo, que era o título, mas tivemos grandes resultados ao longo desses quatro anos. O maior deles, eu acho, é o resgate da vontade de jogar na Seleção. Eu me sinto muito orgulhoso de ter estado à frente desse grupo de jogadores, com a dignidade que eles sempre demostraram com a camisa canarinho”.
Questionado sobre se faltou preparar o time para uma virada, Dunga negou, alegando que ninguém prepara o time para sair perdendo. “Lógico que o nervosismo veio pelo fato do time adversário virar a partida. Além disso, o árbitro estava parando demais o jogo, marcado muitas faltas que levavam entre 20 e 30 segundos para serem cobradas. Isso foi deixando os jogadores ainda mais tensos”, afirmou o treinador ao encerrar o fim de mais uma era Dunga.
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