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Dunga chegou a lembrar da sua época de jogador - quando era um volante temido por atacantes - para criticar a arbitragem: "O jogo estava bom para mim. Eu poderia fazer faltas à vontade", ironizou.
"É difícil ter futebol, quando o árbitro deixa as coisas passarem como foi hoje", afirmou Dunga. Ele também questionou: "No jogo que o Brasil faz três gols, que nós jogamos bem, nós temos muito mais cartões que os adversários". Na verdade, os marfinenses tiveram uma quantidade maior de punições, mas o único cartão vermelho apresentado foi para o meia brasileiro. A expulsão de Kaká, na opinião do técnico foi "totalmente injusta".
O técnico se resignou apenas ao lembrar que Kaká terá um tempo maior para descansar, pois não estará em campo na próxima rodada da fase final, voltando a estar à disposição nas oitavas de final. Ressalvou, porém, que a ausência frente a Portugal quebra uma sequência da programação que fora elaborada desde que o meia retornou de lesão na coxa.
Equipe ganha elogios
Se o juiz foi alvo de críticas por parte do técnico brasileiro, os seus jogadores receberam elogios pela atuação. "Todos tiveram um bom desempenho", resumiu. "Hoje a gente pegou uma equipe muito mais forte fisicamente, mas eu pedi para os jogadores. Se você tem uma oportunidade, tem que definir. A gente estava concentrado na hora de definir. E tivemos mais paciência na hora de trabalhar a bola."
"Os jogadores mostraram maturidade, porque apanharam do início ao final e não revidaram. A qualidade que eles têm, não têm que pensar em bater. Eles têm que focar em apenas jogar futebol. Se a gente começar a bater e falar, a gente vai perder o foco", analisou.
Goleador do dia, Luís Fabiano teve sua atuação destacada. Dunga negou que o atacante estivesse perdendo espaço - ele estava há seis partidas sem marcar: "Não é uma questão que eu confio. Todos os jogadores confiam. A gente teve que trabalhar para tirar essa tensão, essa ansiedade dele".
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