Tanto o treino de sábado como o deste domingo, que acontecerá à noite, horário do jogo de terça-feira, estavam programados para ter a presença dos jornalistas. Mas, durante a entrevista coletiva do horário de almoço, o assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva, anunciou a mudança.
Parte da imprensa especula se a decisão foi motivada pela repercussão da discussão entre os reservas Daniel Alves e Julio Baptista na última sexta-feira, após uma dividida ríspida no fim do treino. No sábado, o volante Felipe Melo afirmou considerar uma "palhaçada" a divulgação de que Daniel e Julio teriam se estranhado.
Para CBF, decisão é apenas um método de trabalho
De acordo com a CBF, a decisão de Dunga é apenas um método de trabalho. O treinador da Seleção sempre deixou claro que a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, seria a referência do que não poderia ser feito no Mundial da África do Sul. Há quatro anos, o acesso da imprensa era quase total aos jogadores. Além disso, alguns jogadores chegaram acima do peso para a disputa do Mundial, o que provocou muitas críticas à comissão técnica da época, comandada por Carlos Alberto Parreira.
Dunga traçou como meta restringir sempre que possível o acesso da imprensa aos atletas. Em Johanesburgo, apenas dois jogadores concedem entrevistas por dia no Randpark Golf Club, que fica ao lado do Fairway Hotel, a concentração da equipe, e não há zona mista após os treinos. Mesmo quando os jornalistas estão presentes, os jogadores entram e saem do campo de treinamento por um portão distante da área reservada à imprensa.
De acordo com o protocolo da Fifa, a imprensa poderá assistir a, no mínimo, 15 minutos da atividade. Além disso, o técnico Dunga deve conceder uma entrevista coletiva, na qual certamente será questionado sobre os treinamentos fechados dos últimos dias.
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