Copa do Mundo

Em atitude tida como protesto, 150 operários de obra da Arena pedem demissão

Polícia identificou nesta quarta-feira suposto autor de incêndio em alojamento

Polícia identificou nesta quarta-feira suposto autor de incêndio em alojamento
Polícia identificou nesta quarta-feira suposto autor de incêndio em alojamento Foto : Cristiano Estrela / CP Memória
A assessoria de imprensa da Arena do Grêmio confirmou, na tarde desta quarta-feira, que 150 trabalhadores da construtora OAS, contratada para construir o estádio, pediram demissão. A comunicação em massa é tida como uma forma de protesto. No final de semana um operário morreu atropelado ao cruzar a freeway para chegar ao alojamento do grupo, do outro lado da rodovia. De acordo com a empreiteira, o desligamento não vai prejudicar a obra, que agora passa a contar com 1,2 mil trabalhadores.

A Polícia Civil identificou hoje um suspeito de colocar fogo em um dos dois alojamentos construídos para os trabalhadores. Ele foi ouvido e liberado. A 4ª Delegacia da Capital assumiu o caso. Conforme o delegado Flávio Conrado, o homem foi indiciado por incêndio criminoso, dano, perturbação do trabalho e também pode ser responsabilizado por ameaça. Trabalhadores denunciaram, ainda na tarça, ter sido ameaçados e coagidos a não fornecer informações sobre os suspeitos do incêndio. “Disseram que cabeças iriam rolar”, contou o policial.

O policial disse que dois alojamentos foram criados para separar baianos de pernambucanos. Ele explicou que a prática, por parte da construtora OAS, é comum para evitar brigas. A polícia tenta apurar, ainda, se integrantes de um dos dormitórios colocaram fogo no outro, em represália.

Os focos de incêndio foram atribuídos a funcionários como suposta represália à morte de um colega, horas antes do primeiro foco, na noite de domingo. José Elias Machado foi atingido por uma caminhonete quando atravessava a rodovia. Na madrugada de segunda ocorreu outro incêndio.

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