A Polícia Civil identificou hoje um suspeito de colocar fogo em um dos dois alojamentos construídos para os trabalhadores. Ele foi ouvido e liberado. A 4ª Delegacia da Capital assumiu o caso. Conforme o delegado Flávio Conrado, o homem foi indiciado por incêndio criminoso, dano, perturbação do trabalho e também pode ser responsabilizado por ameaça. Trabalhadores denunciaram, ainda na tarça, ter sido ameaçados e coagidos a não fornecer informações sobre os suspeitos do incêndio. “Disseram que cabeças iriam rolar”, contou o policial.
O policial disse que dois alojamentos foram criados para separar baianos de pernambucanos. Ele explicou que a prática, por parte da construtora OAS, é comum para evitar brigas. A polícia tenta apurar, ainda, se integrantes de um dos dormitórios colocaram fogo no outro, em represália.
Os focos de incêndio foram atribuídos a funcionários como suposta represália à morte de um colega, horas antes do primeiro foco, na noite de domingo. José Elias Machado foi atingido por uma caminhonete quando atravessava a rodovia. Na madrugada de segunda ocorreu outro incêndio.