Às vésperas da estreia contra a Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026, a seleção iraniana chegará neste domingo (14) a Los Angeles, vindos de sua base em Tijuana, no norte do México. Essa será a primeira das três partidas que os iranianos jogarão em solo estadunidense. Em meio à guerra no Oriente Médio, a chegada é motivo de preocupação para as autoridades dos Estados Unidos.
Estão previstas manifestações contra o regime de Teerã, dentro e fora do SoFi Stadium, na segunda-feira (15). Dezenas de membros da diáspora já haviam protestado, na sexta-feira (12), antes de Estados Unidos x Paraguai.
Antecipando-se a estes acontecimentos previsíveis, o presidente da federação iraniana, Medhi Taj, instou a Fifa a permitir somente a bandeira oficial no estádio e a impedir a exibição da bandeira da época pré-revolucionária do xá, utilizada pelos opositores.
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Após a partida de estreia no Mundial, a equipe iraniana retornará a sua base no México. Nas próximas disputas, os jogadores deverão retornar aos Estados Unidos dois dias antes de entrar em campo. O Irã enfrentará a Bélgica no dia 21 de junho, também em Los Angeles, e o Egito no dia 26 de junho, em Seattle.
Fim da guerra no Oriente Médio pode estar próximo
O conflito entre Estados Unidos e Irã iniciou em 28 de fevereiro de 2026. Em meio a ataques e negociações, a preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo foi rodeada por ameaças de boicote, problemas na emissão dos vistos e, até mesmo, mudanças na base de treinos.
Há previsão de um acordo entre Estados Unidos e Irã. De acordo com o presidente Donald Trump, o fim à guerra no Oriente Médio poderia ser assinado neste domingo (14), com a decisão de que o Estreito de Ormuz ficará "aberto para todos".
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou neste domingo, contudo, que é "inútil" continuar as conversações de paz com os Estados Unidos após Israel, aliado de Washington, atacar os subúrbios da capital libanesa.