Senegal saiu na frente, abriu dois gols de vantagem e dominou a maior parte do jogo contra a Bélgica, mas sofreu o empate após os 40 minutos do segundo tempo e levou a partida para a prorrogação e acabou levando a virada por 3 a 2, na noite desta quarta-feira, em Seattle. Com isso, os europeus garantiram a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo e agora aguardam o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, que se enfrentam ainda nesta quarta-feira, em San Francisco, para conhecer seu próximo adversário.
Senegal, que havia perdido para a favorita França e para a Noruega, que é próxima adversária do Brasil, na fase de grupos e garantido a classificação apenas após a goleada por 5 a 0 sobre o Iraque, na última rodada da chave I, dominou o primeiro tempo diante da Bélgica. Com boa circulação de bola e a liderança técnica de Mané no setor ofensivo, a equipe africana criou as melhores oportunidades e praticamente não permitiu espaços ao adversário.
A primeira grande oportunidade surgiu aos 12 minutos. Mané avançou pelo meio e acionou Pape Gueye pela esquerda. O meio-campista cruzou para a área, Courtois saiu mal e espalmou a bola nos pés de Sarr. Mesmo desequilibrado, o atacante acertou a trave. No rebote, já caído, finalizou para fora, desperdiçando uma excelente chance de abrir o placar.
A superioridade senegalesa foi recompensada aos 24 minutos. Mané levantou a bola na área belga e Sarr desviou de cabeça na trave. No rebote, Diarra apareceu livre e apenas empurrou para as redes, colocando os africanos em vantagem.
A Bélgica só conseguiu reagir nos instantes finais da etapa inicial. Aos 42 minutos, após uma jogada em velocidade, De Bruyne dominou com qualidade na entrada da área e serviu Doku. O atacante tentou se livrar da marcação e finalizou. A bola desviou em Jakobs, mas o goleiro Diaw mostrou reflexo ao se recuperar e realizar a defesa.
A time europeu voltou para o segundo tempo com Lukaku no comando do ataque, mas Senegal não deu oportunidade para uma reação, pelo menos até então, e ampliou a vantagem logo aos seis minutos. Niakhaté fez um lançamento preciso desde o campo de defesa para Sarr, que dominou entre dois marcadores ainda na intermediária ofensiva, avançou e acertou um chute indefensável para marcar um belo gol.
Na tentativa de mudar o rumo da partida, o técnico Rudi Garcia promoveu alterações logo após o segundo gol, retirando De Bruyne e Doku, que haviam sido os jogadores mais participativos da equipe belga. As mudanças surtiram efeito apenas parcialmente. A Bélgica passou a pressionar com mais intensidade e criou algumas oportunidades. Aos 32 minutos, Lukébakio recebeu na entrada da área, se desvencilhou da marcação e bateu colocado, mas a bola saiu à direita da trave.
Senegal quase ampliou aos 39. Theate errou na saída de bola, Mané recuperou a posse ainda na intermediária e finalizou cruzado. Atento, Courtois fez grande defesa ao espalmar a bola com a ponta dos dedos. Foi um erro fundamental, pois a partir daí, os belgas reagiram. Aos 40 minutos, Lukaku descontou e recolocou a equipe europeia na partida, aumentando a tensão nos instantes finais.
O empate aconteceu aos 43. Trossard levantou a bola na área, o goleiro Diaw saiu mal, e Tielemans cabeceou em direção ao gol vazio, colocando um inesperado 2 a 2 no placar e levando o jogo para a prorrogação. Senegal sentiu o empate e passou a errar lances que não errava ao longo de praticamente toda a partida. A Bélgica se aproveitou e, apesar do cansaço, pressionou mais na prorrogação.
A melhor chance, porém, foi da seleção africana. Aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação, Bara Ndiaye recebeu sozinho na ponta direita e cruzou rasteiro para Mbaye, que pegou de primeira e mandou para fora, raspando a trave. A Bélgica respondeu aos 12, quando Moreira cruzou rasteiro na área, a bola desviou em Niakhaté e sobrou para Lukebákio, que, livre, chutou no travessão. Porém, após revisão do lance pelo VAR comandado pelo brasileiro Rodolpho Toski Marques, o arbitro marcou o pênalti. Tielemans cobrou e garantiu a vitória, com uma virada espetacular, da Bélgica por 3 a 2.
Bélgica: Courtois; Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper; Tielemans, Vanaken (Diego Moreira), De Bruyne (Raskin) e Trossard (Onana); De Ketelaere (Lukaku) e Doku (Lukébakio). Técnico: Rudi Garcia.
Senegal: Diaw; Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (El Hadji Diouf); Gana Gueye (Bara Ndiaye), Diarra (Pape Sarr), Pape Gueye (Camara) e Iliman Ndiaye (Mbaye); Ismaïla Sarr e Mané (Jackson). Técnico: Pape Thiaw.
Arbitragem: Saíd Martínez, auxiliado por Walter López e Christian Ramírez. Estádio: Seattle Field, em Seattle (EUA). Público: 66.925.