Copa do Mundo

Enquanto a maioria assistia ao jogo da Seleção, alguns precisaram trabalhar

Vendedores, garçons e frentistas deram um jeito de torcer pelo Brasil

Um dos locais mais movimentados da Capital, no domingo, o tradicional Brique da Redenção, ficou esvaziado a partir do início do jogo da Seleção Brasileira, por volta das 15h30min. A maioria dos expositores recolheram suas bancas e pertences algumas horas antes de a partida iniciar e foram assistir em casa, ao lado de familiares e amigos.

Os que permaneceram estavam esperançosos de vender algum item, mas se decepcionaram. Muitos foram embora no decorrer da partida. Os mais resistentes ficaram. “Não vendi nenhuma peça. Os clientes sumiram”, lamentou a vendedora de artesanato Rosa Sales. Enquanto ela enfrentou o frio de cerca de 11ºC, por volta das 16h, o marido acompanhou o jogo em um bar, no Mercado do Bom Fim.

Assim como a artesã do Brique, outros trabalhadores tiveram de pegar no batente durante o jogo, como os frentistas dos postos de combustíveis, atendentes de farmácias, garçons de bares e restaurantes, funcionários de supermercados, entre outros. Para a sorte de Erni Ramos, frentista do Posto 43, localizado nas esquinas das ruas Fernando Machado e 24 de Outubro, o dono do estabelecimento disponibilizou uma TV para ele e seus colegas acompanharem o Brasil. ”Achei que não fosse ter movimento durante a partida, mas atendi na primeira hora pelo menos três clientes. Quem bom poder assistir aos jogos do Brasil, trabalhando”, enfatizou.

O vendedor de frutas e de cachorro quente que vendem seus itens em bancas na avenida Independência, em compensação, não tiveram a mesma sorte. O jogo foi acompanhado por meio do tradicional e inseparável radinho de pilha. O garçon Leonardo Lima da Silva não reclamou do trabalho. “É uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, inclusive gorjetas. Como estou precisando não me importo de trabalhar”, disse.