O vice-presidente do Sindetur, Carlos Alberto Krause, fez uma comparação para projetar o que a cidade deixará de receber com a ausência da Copa das Confederações. “Na época do Fórum Social Mundial, cada turista desembolsava em média de 100 dólares por dia em Porto Alegre. Na Copa esse valor será maior”, projetou.
E não apenas Porto Alegre que perde, segundo ele, que revelou um projeto da Sindetur, para que os visitantes viajem a outras cidades gaúchas entre os dias de partida na Capital. “O projeto é criar roteiros turísticos para que ninguém precise ficar aqui de braços cruzados.”
Investimentos na rede hoteleira podem não se confirmar
O presidente da entidade representativa dos hotéis e restaurantes da Capital, José de Jesus dos Santos, também optou por uma comparação para imaginar o quanto Porto Alegre deixa de ganhar. “Alguns dias atrás nós tivemos o Congresso de Cardiologistas e lotou a rede hoteleira de Porto Alegre”, contou ele, referindo-se ao evento que ocorreu entre 16 e 19 de setembro. “Era uma das oportunidades para estimularmos o turismo de lazer em Porto Alegre”, conclui.
Santos lamenta a decisão da Fifa, que ocorre dias depois de Porto Alegre ter recebido “notícias boas”, como o anúncio do metrô e da previsão de uma segunda ponte sobre o Guaíba – feito pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. Da mesma forma, de acordo com o dirigente, o setor hoteleiro está crescendo. “Hoje nós temos 14 mil leitos à disposição na Capital e a previsão é que esse número chegue a 21,5 mil em 2014”, conta ele. “Temos mais quatro hotéis que ficarão prontos em 2012. Agora ainda é cedo para se confirmar os investimentos de 2014, mas acredito que eles não serão afetados, pois o foco é a Copa do Mundo.”
Entidades mostram pessimismo com as obras
Além dos prejuízos, ambos dirigentes disseram que não veem as obras avançarem em Porto Alegre. “O fato de ficar de fora da Copa das Confederações deixa bem claro que estamos atrasados”, opina o vice-presidente do Sindetur, Carlos Alberto Krause. “Sempre tentamos dizer que não, mas está aí a realidade”, resigna-se, ele, que não descarta a exclusão do Mundial: “Se continuar dessa forma vamos perder isso também”.
Para Santos, a ausência na Copa das Confederações “serve como um aviso para todos”. Para ele, o momento não é de buscar culpados e sim de trabalho: “Estamos parados”.