O sueco Sven-Goran Eriksson afirmou nesta segunda-feira que aposta que a seleção africana tem condições de avançar à segunda fase da Copa do Mundo 2010. Mesmo que Brasil e Portugal sejam adversários na primeira fase e grandes favoritos dos marfinenses a conquistar as duas vagas do Grupo G do torneio. Ele foi anunciado como novo treinador da equipe no domingo.
Treinador da seleção inglesa nos dois últimos Mundiais, Eriksson curiosamente irá reencontrar, em 2010, as duas seleções que o eliminaram da competição. Em 2002, caiu diante do Brasil do técnico Felipão nas quartas de final. Seis anos depois, foi derrotado nos pênaltis pela seleção portuguesa, também dirigida pelo técnico brasileiro, na mesma fase da Copa anterior.
"Nós estamos em um grupo difícil e não vai ser fácil, mas acho que a Costa do Marfim, com todos os seus talentos, pode avançar (à segunda fase). Esse é o primeiro objetivo e nós temos de trabalhar duro por isso", afirmou Eriksson, que irá enfrentar o Brasil na segunda rodada da sua chave da Copa do Mundo.
O fato de a Costa do Marfim jogar em solo africano também deixa Eriksson otimista. "O Brasil é um dos favoritos e Portugal é uma das principais seleções da Europa. Mas há seis países africanos na Copa do Mundo, que será na África pela primeira vez, e estou certo de que dois ou três deles aprontarão algumas surpresas, e nós temos de ter certeza de que nós seremos um deles", ressaltou.
Receita para superar o Brasil e Portugal
Para superar Brasil ou Portugal na briga pelas duas vagas na fase seguinte da Copa, em um grupo que ainda tem a Coreia do Norte como disparada a seleção mais fraca, Eriksson espera contar também com os gols do artilheiro Didier Drogba, estrela do Chelsea. "Drogba é um dos melhores atacantes do mundo e tem mostrado isso por muitos anos na Premier League (primeira divisão do Campeonato Inglês)", ressaltou o treinador.
Ao comentar o trabalho que realizará na Costa do Marfim, Eriksson apenas lamentou que só poderá contar com todos os jogadores para os treinos a partir de 22 de maio, mas minimizou o fato ao lembrar que o pouco tempo de preparação é a realidade da maioria das seleções que disputarão o Mundial. "Há muito trabalho duro pela frente para mim, mas eu gosto disso, na verdade eu amo isso. Esta será minha terceira Copa do Mundo e você é sempre feliz por estar lá", declarou.
Eriksson diz que Costa do Marfim pode avançar na Copa
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