Susto na estreia
Depois de perder para os Estados Unidos na Copa das Confederações em 2009, a Espanha desembarcou na África do Sul sob a desconfiança de boa parte do mundo e dos torcedores. Nem o título europeu sob a Alemanha dois anos antes diminuiu as suspeitas, que pareciam se confirmar na estreia do Mundial. Apesar de presssionar a Suíça durante boa parte do jogo, a Fúria levou um gol de Fernandes no começo do segundo tempo e viu a classificação ser colocada em risco. O fantasma da eliminação precoce de 1998 voltava a rondar o elenco espanhol.
Na partida seguinte, a vitória de 2 a 0 sobre a fraca Honduras seria o resultado mais elástico da equipe em toda a Copa. David Villa marcou duas vezes e começou a liderar o time rumo às oitavas de final. O jogo contra o Chile, na última rodada, serviria não só para garantir a vaga, mas também para evitar um confronto precoce contra o Brasil. E assim foi feito.
No dia 25 de junho, a Espanha não deixou dúvidas sobre o seu poderio. Abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com Villa e Iniesta. Nem o gol chileno no começo da segunda etapa foi capaz de esfriar os ânimos da equipe de Vicente Del Bosque. A liderança do Grupo H estava garantida e o clássico contra Portugal assegurado nas oitavas.
Clássico contra Portugal
A estreia da Fúria na fase eliminatória da Copa do Mundo foi nervosa. O jogo contra Portugal na Cidade do Cabo foi truncado. Mesmo assim, a Espanha tomava a inciativa da partida, e Cristiano Ronaldo quase não apareceu. Novamente David Villa marcou o gol da vitória aos 17 da segunda etapa. Após o jogo, o goleiro Casillas demonstrou confiança. "Vamos cumprindo nossos objetivos, passo a passo, e cada vez nos aproximando mais do título", disse.
Confronto emocionante contra o Paraguai
Nas quartas, um embate emocionante contra o Paraguai. Depois de um primeiro tempo equilibrado, dois pênaltis quase mudam a história da Copa na segunda etapa. O paraguaio Cardozo cobrou aos 11 para a defesa de Casillas. No minuto seguinte, penalidade máxima para a Espanha. Xabi Alonso converteu, mas o árbitro mandou voltar a cobrança. Aí, Villar pegou e aumentou o desespero. O gol do desafogo saiu aos 37. Fabregas chutou no poste e, no rebote, o predestinado Villa marcou. Nem sem antes a bola beijar novamente a trave e depois morrer nas redes. Para aumentar o sofrimento.
O fim da favorita Alemanha
A semifinal contra a Alemanha foi a melhor partida da Fúria na Copa. Dominou do início ao fim da parida. Fez picadinho do favoritismo germânico e despachou a então grande favorita do Mundial. O placar apertado de 1 a 0, com uma cabeçada de Puyol após escanteio, não mostrou o que foi a partida. A imprensa espanhola definiu a partida como perfeita.
Fúria campeã do mundo
A primeira final de Copa da história da Espanha começou com um bom presságio. O polvo Paul, que "previu" todos os resultados da Alemanha no Mundial, escolheu as cores vermelha e amarela como a grande campeã. Para muitos, era meio caminho andado.
Mas o que se viu na decisão contra a Holanda foi um jogo truncado e violento. Poucas chances de gol e um empate sem gols no tempo normal, marcado por uma voadora de De Jong em Xabi Alonso. Na prorrogação, a história mudou. O jogo ficou mais aberto. Fabregas chutou nas pernas do goleiro holandês nos primeiros minutos. Aos 10, Fabregas avançou pela direita e chutou forte. A bola chegou a encostar na rede do gol da Holanda, pelo lado de fora.
No segundo tempo da prorrogação, Heitinga fez falta dura em Iniesta e foi expulso. A Espanha aumentou a pressão. Quando a partida se encaminhava para os pênaltis, surgiu o gol redentor. Aos 11 minutos, Iniesta recebeu a bola dentro da área e desviou de Stekelenburg. Espanha campeã do mundo. Amarelo agora, só na cor da bandeira.
Os números da Copa do Mundo no infográfico abaixo: