Confira um slideshow especial da Copa do Mundo
Fúria se aproveita do desequilíbrio chileno
Precisando da vitória para não depender do resultado paralelo, a Espanha começou melhor, mas logo viu a pressão mudar de lado. Depois das chegadas iniciais, a equipe de Casillas se viu em maus lençóis com as jogadas criadas principalmente pelo Valdívia, ex-Palmeiras. Além dele, Beausejour, que já jogou no Grêmio, também incomodava Puyol e companhia.
O desequilíbrio psicológico atrapalhou os sul-americanos. Em cerca de 20 minutos, foram três cartões amarelos, sendo que dois que receberam – Medel e Ponce – ficaram suspensos para a próxima fase. Ainda assim, o time comandado por Marcelo Bielsa ameaçava mais.
Isso até o goleiro Claudio Bravo protagonizar um lance bizarro aos 24. No lançamento em profundidade para Fernando Torres – que estava marcado pelo zagueiro –, o arqueiro saiu da área e deu um carrinho no espanhol. A Jabulani se ofereceu a Villa que, da intermediária, mandou-a de primeira ao gol e abriu o placar.
Logo depois, aos 36, a Espanha mostrou um futebol digno de favorito ao título da Copa do Mundo. Em bela triangulação no campo ofensivo, Villa recebeu na ponta esquerda. Ao invés de chutar, ele rolou para Iniesta, que invadia a área. O camisa 6 tocou no cantinho esquerdo e marcou o segundo gol do jogo e o 100º do Mundial da África do Sul. O resultado ainda roubou a liderança do Chile.
Segundo tempo de “compadres”
Para a segunda etapa, Marcelo Bielsa fez duas modificações. Sacou González e Valdívia para a entrada de Millar e Paredes. A estrela do técnico argentino brilhou em quatro minutos. Millar recebeu na meia lua e arriscou. No meio do caminho, a Jabulani desviou no zagueiro e enganou o goleiro Casillas.
Com o empate em 0 a 0 entre Suíça e Honduras no outro jogo da chave, tanto Chile quanto Espanha garantiam a classificação com o resultado. O fato fez com que o jogo caísse drasticamente em emoção. A torcida, claro, não gostou. Até mesmo algumas vaias surgiram por entre as vuvuzelas nas arquibancadas. Mas não adiantou nada. O marasmo seguiu até o apito final do árbitro Marco Rodriguez.
Reedição de 1998?
Classificados, Brasil e Chile voltarão a se encontrar nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. A última vez que isso ocorreu foi em 1998, na França. A lembrança é boa: 4 a 1 para nós. A seleção comandada por Zagallo bateu a equipe de Salas e Zamorano com dois gols de Ronaldo e outros dois de César Sampaio. O jogo na África do Sul será nesta segunda-feira, às 15h30min, em Johanesburgo.
Copa do Mundo – Grupo H
CHILE 1
Claudio Bravo; Mauricio Isla, Gary Medel, Waldo Ponce e Gonzalo Jara; Estrada, Mark Gonzalez (Millar), Arturo Vidal e Valdivia (Paredes); Alexis Sánchez (Orellada) e Beausejour. Técnico: Marcelo Bielsa
ESPANHA 2
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (J. Martinez), Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres. Técnico: Vicente Del Bosque
Gols: Villa 24/1º; Iniesta 36/1º; Millar 4/2º
Cartões amarelos: Medel, Ponce e Estrada (C)
Expulsão: Estrada (C)
Arbitragem: Marco Rodríguez (MEX), José Luis Camargo (MEX) e Alberto Morin (MEX)
Local: estádio Loftus Versfeld (em Pretória)
Confira como ficaram os cruzamentos da Copa do Mundo