Na próxima fase, os espanhóis vão encarar o Paraguai, que eliminou o Japão nos pênaltis horas antes. O confronto está marcado para sábado, às 15h30min, no Ellis Park, em Johanesburgo.
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Portugal tem Eduardo
Querendo se livrar de vez da desconfiança que paira sobre a equipe, a Espanha começou o jogo acelerada. Diante do goleiro Eduardo – que até então não tinha visto a Jabulani nas suas redes na África do Sul – arriscou duas vezes nos dois minutos seguintes ao apito inicial. Primeiro com Fernando Torres e depois com David Villa. Em ambas chances, assim como em outro chute de Villa, aos 6, o arqueiro português mostrou seu talento.
As defesas de Eduardo, porém, não desanimaram os espanhóis. No entanto, fizeram com que as investidas arrefecessem um pouco. E aí Portugal começou a crescer ao ponto de equilibrar o jogo. A equipe montada por Carlos Queiroz aproveitou-se dos contragolpes oferecidos pelos rivais ibéricos. Aos 19, a primeira boa chance lusitana: Tiago transformou a Jabulani em um torpedo de fora da área e Casillas defendeu em dois tempos.
Menos seguro que o colega de posição, o goleiro espanhol ainda bateu roupa em falta cobrada por seu companheiro de Real Madrid e oponente em campo, Cristiano Ronaldo, e quase criou outra chance aos adversários logo depois. Sorte dele que seus zagueiros estavam ligados e afastaram a bola.
No final do primeiro tempo, a Espanha voltou a crescer. Mas, como em outras oportunidades nesta Copa, pecou demais no último toque e os gajos da defesa portuguesa agradeceram.
Mas a Espanha tem Vila
No entanto, a emoção não demorou a acontecer. Aos 12 minutos, os dois treinadores promoveram mudanças nas suas equipes. Saíram Fernando Torres, na Espanha, e Hugo Almeida, em Portugal, para as entradas de Llorente e Danny, respectivamente. Os dois protagonizaram lances perigosos em seus primeiros toques.
O primeiro foi de Danny, que enrolou a defesa espanhola, mas quando partiu para cima de Casillas, o assistente marcou impedimento e anulou a jogada. No minuto seguinte, Llorente – livre na risca da pequena área – cabeceou na frente de Eduardo. O goleiro português operou um milagre.
A chance perdida acabou servindo como um prenúncio do que aconteceu dali a pouco, aos 17. Em boa jogada do ataque espanhol, a Jabulani se ofereceu justamente para David Villa. O goleador chutou e o camisa1 fez outra grande defesa. Só que deu rebote. Villa tocou de novo e a Jabulani ainda bateu no travessão antes cruzar a risca.
Cristiano Ronaldo?
Portugal sentiu o golpe. E a Espanha agradeceu. A Fúria, que já dominava o duelo, ampliou a sua vantagem e só não aumentou, porque Eduardo continuou fazendo milagres sob as traves e não permitiu a alteração no placar, como em fortes conclusões de Sérgio Ramos e David Villa, aos 25 e aos 32. Do outro lado do campo, os atacantes lusitanos não chegaram a ameaçar o empate.
Ao contrário de seu cabelo, arrumado e permanentemente ajeitado, Cristiano Ronaldo não brilhou. O futebol que o elegeu melhor do mundo na temporada de 2008 não apareceu – ou esbarrou na marcação da zaga espanhola.
No final, Portugal até esboçou uma pressão, mas sem grande criatividade. A situação ainda ficou mais complicada nos minutos derradeiros, quando Ricardo Costa levou vermelho e acabou com qualquer chance portuguesa de seguir na Copa do Mundo.
Copa do Mundo – oitavas de final
ESPANHA 1
Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Xavi e Iniesta; Torres (Llorente) e Villa (Pedro). Técnico: Vicente Del Bosque
PORTUGAL 0
Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Tiago e Raul Meireles; Simão (Liedson), Hugo Almeida (Danny) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Carlos Queiroz.
Gol: Villa
Cartões amarelos: Xabi Alonso (E); Tiago (P)
Expulsão: Ricardo Costa (P)
Arbitragem: Hector Baldassi, auxiliado por Ricardo Casas e Hernan Maidana (trio argentino)
Local: estádio Green Point, na Cidade do Cabo
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