No papel, a Copa de 2026 é dividida entre três países: Estados Unidos, México e Canadá. Os números, no entanto, mostram que a divisão está longe de ser equilibrada. Dos 104 jogos, mexicanos e canadenses, somados, vão receber 26. Todo o resto será em solo estadunidense. Portanto, mais do que tudo, o adversário que o Paraguai vai enfrentar hoje à noite, às 22h (horário de Brasília) é o grande organizador do Mundial: o Tio Sam.
Ao contrário de 1994, quando a seleção dos EUA de Lalas, Meola e Balboa era uma surpresa, desta vez a expectativa é muito maior. E nenhum jogador representa mais a esperança dos torcedores locais do que Christian Pulisic. Aos 27 anos, o meia do Milan é o principal nome do time. Ainda assim, o astro acredita que está carregando menos peso do que na outra Copa. “Há tantos jogadores bons ao meu redor que eu, genuinamente, sinto que não preciso fazer nada sozinho”, afirmou ele, na coletiva concedida na véspera do jogo.
Paraguai estava fora da Copa desde 2010
Não que os próprios colegas concordem com isso. O volante Tyler Adams, por exemplo, lembra que desde 2018 há muita pressão em torno de Pulisic. “Eu não consigo nem imaginar o peso que está sobre os ombros dele. Agora, temos armas ao redor dele para meio que aliviar isso. Mas ele é uma estrela, não apenas para a seleção dos EUA, mas no futebol mundial”, completou o jogador.
Do outro lado, disposto a estragar a festa, está o Paraguai, que não disputava a competição desde o Mundial de 2010, na África do Sul. A seleção sul-americana treinada por Gustavo Alfaro teve uma boa notícia na véspera da partida. O atacante Julio Enciso está recuperado de lesão e deve ir para o jogo, formando o ataque ao lado de Antonio Sanabria.