Considerado um dos melhores árbitros da África, Omar Abdulkadir Artan, da Somália, não estará presente na Copa do Mundo de 2026, após ter sido barrada a entrada dele nos Estados Unidos. Situação semelhante vive o fotógrafo oficial da seleção do Irã, Talal Salah. Em ambos os casos, não foram informados os motivos da proibição deles no país que, junto com México e Canadá, serão países-sedes do Mundial da Fifa.
De acordo com o especialista em futebol africano, o jornalista Micky Jnr, depois de anos de preparação para apitar a principal competição de futebol do planeta, Artan teve a entrada negada nos Estados Unidos e precisou retornar à Turquia. As dificuldades para árbitro somali iniciaram quando ele buscou o visto antecipadamente. Depois de mobilização de torcedores, de usuários das redes sociais e de profissionais do futebol, ele conseguiu a autorização para viajar.
Ao chegar em solo estadunidense, agentes da imigração negaram a entrada e ele foi obrigado a retornar para a Turquia. Até o momento, nem a Fifa, nem os Estados Unidos e nem órgãos da arbitragem revelaram os motivos para a negativa de entrada no país.
Após 13 horas de entrevista, fotógrafo oficial do Irã é barrado
O fotógrafo oficial da seleção do Irã, Talal Salah, acabou barrado de entrar nos Estados Unidos após 13 horas de entrevista por parte dos agentes de imigração do país-sede da Copa do Mundo de 2026. Após mais de meio dia de explicações, Salah teve a entrada negada, mesmo com visto válido e de uma acreditação oficial da FIFA.
Após a extradição, o fotógrafo publicou no perfil no Instagram o longo percurso que terá para regressar ao Iraque. Ele sairá de Chicago até Madrid, depois fará escalas no Cairo, no Egito, e depois terá ainda o trecho para Bagdá.