Copa do Mundo

Estados Unidos podem sediar Mundial de Clubes pela segunda edição consecutiva

EUA desejam utilizar sucesso financeiro da Copa para manter disputa de clubes no país

Infantino foi criticado por se dobrar às vontades dos Estados Unidos
Infantino foi criticado por se dobrar às vontades dos Estados Unidos Foto : AFP / CP memória

Os Estados Unidos demonstraram interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029, aproveitando o sucesso comercial da Copa do Mundo 2026. Segundo o The Guardian, a Fifa tem conversado com representantes dos EUA sobre os planos para 2029, mas nenhuma proposta foi feita, já que os detalhes do processo de seleção de sede ainda não foram confirmados.

A Copa do Mundo de 2026 quase dobrou os recordes de venda, com 6,5 milhões de ingressos vendidos para o Mundial. A expectativa é de que o lucro exceda a meta de US$ 11 bilhões estabelecida para o torneio.

O país já tem outro grande torneio esportivo no horizonte. Em conjunto com México, Costa Rica e Jamaica, os Estados Unidos enviaram uma proposta para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2031. Ainda sem propostas concorrentes, a Fifa deve bater o martelo sobre a sede para o torneio ainda neste ano.

No Mundial de Clubes de 2025, os Estados Unidos foram escolhidos como sede do torneio sem necessidade de apresentar uma proposta. O país foi eleito de forma unânime em 2023, com o objetivo de usar o evento como preparação para a Copa do Mundo. Esperava-se que o Mundial de Clubes de 2029 ficasse a cargo dos países-sede da próxima Copa, mas outros países já demonstraram interesse no torneio, incluindo Brasil e Catar.

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Relação próxima com a Fifa

A proximidade do governo estadunidense com a entidade máxima do futebol foi evidenciada (e muito criticada) ao longo da última semana em razão do episódio envolvendo o cartão vermelho suspenso de Folarin Balogun. O atacante dos EUA foi expulso na primeira partida da fase de mata-mata, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a suspensão do jogo posterior retirada e esteve em campo na derrota para a Bélgica, nas oitavas de final.

A decisão gerou ainda mais revolta quando Donald Trump revelou ter ligado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a liberação do jogador. Em contrapartida, o inglês Jarell Quansah recebeu um cartão vermelho nas oitavas e ficará suspenso por duas partidas. A França também tentou reverter um cartão amarelo de Michael Olise, mas não obteve sucesso.

Ainda não há detalhes sobre o envolvimento ou não da Casa Branca nas negociações. Donald Trump deve deixar a presidência em janeiro de 2029, antes da decisão sobre a sede do Mundial de Clubes, que deve ocorrer após a eleição presidencial da Fifa, em abril.